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Dra. Sabryna Lucena Endocrinologista; endocrinologista em Brasília; Programa Escolha Certa; tratamento para obesidade baseado em evidências; emagrecimento saudável com acompanhamento; tratamento para menopausa e climatério; ajuste hormonal mulheres 40+; endocrinologista para tratamento de tireóide; reversão de gordura no fígado (esteatose); controle de pré-diabetes e colesterol; síndrome dos ovários policísticos - SOP; médica especialista em metabolismo; bioimpedância consulta Brasília; tratamento ético para perda de peso; equipe multidisciplinar para emagrecimento; acompanhamento médico para obesidade crônica;pré-diabetes

Pré-diabetes: O que é e por que você não deve ignorar esse sinal de alerta

Você já passou pela situação de pegar o resultado de um exame de rotina, passar os olhos pelos números e sentir um leve frio na barriga ao ver um asterisco ou um valor fora da referência? Muitas vezes, esse é o primeiro contato que temos com o termo pré-diabetes. É comum ouvir frases como “é só um pouquinho alto” ou “quase diabetes”, o que pode levar a uma falsa sensação de segurança. No entanto, como médica endocrinologista que atua diariamente ouvindo histórias e angústias de pacientes, preciso ser franca: esse é o momento crucial para agirmos.

No meu consultório, recebo muitas pessoas que acreditam que, por não ser diabetes “de fato”, não há urgência. Mas a verdade é que o corpo já está emitindo sinais claros de que o metabolismo está em sofrimento. Ignorar esse sinal de alerta é perder a janela de oportunidade mais valiosa que temos: a da reversão. Diferente do que muitos pensam, o diagnóstico não é uma sentença, mas sim um convite urgente para olharmos com carinho e responsabilidade para a sua saúde.

Neste artigo, eu, Dra. Sabryna Lucena, vou explicar de forma detalhada, ética e fundamentada na ciência o que está acontecendo no seu corpo. Vamos conversar não apenas sobre glicose, mas sobre as emoções, os hábitos e o ambiente que nos cercam. Quero que você entenda que a culpa não é sua, mas a responsabilidade de mudar o rumo dessa história, com o suporte adequado, está em suas mãos.

O que significa ter pré-diabetes exatamente?

Para entendermos o pré-diabetes, precisamos ir além dos números frios do laboratório e compreender a fisiologia, ou seja, como o seu corpo funciona. Imagine que o açúcar (glicose) que vem dos alimentos é o combustível para as suas células. Para que esse combustível entre na célula e gere energia, ele precisa de uma chave. Essa chave é a insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas.

No quadro de pré-diabetes, o que ocorre fundamentalmente é um fenômeno chamado “resistência à insulina”. É como se a fechadura da célula estivesse enferrujada. A insulina tenta abrir a porta para a glicose entrar, mas tem dificuldade. O pâncreas, percebendo que a glicose continua sobrando no sangue, começa a trabalhar dobrado, produzindo cada vez mais insulina para tentar vencer essa resistência.

Durante um tempo, o pâncreas consegue compensar, mantendo a glicose em níveis aceitáveis às custas de um esforço hercúleo. O pré-diabetes é o momento em que o pâncreas já está cansado e não consegue mais manter a glicose totalmente normal, mas ela ainda não subiu o suficiente para classificar como diabetes tipo 2. É um estado intermediário, mas de inflamação crônica.

Clinicamente, diagnosticamos o pré-diabetes quando a glicemia de jejum está entre 100 e 125 mg/dL, ou quando a Hemoglobina Glicada (HbA1c) — que mostra a média da glicose nos últimos três meses — está entre 5,7% e 6,4%. Esses números não são aleatórios; eles representam o limiar onde o risco de complicações cardiovasculares e lesões nos nervos e na retina começa a aumentar significativamente.

Quais são os sintomas de quem tem pré-diabetes?

Aqui reside o maior perigo e a razão pela qual tantas pessoas ignoram o diagnóstico: o pré-diabetes é, na grande maioria das vezes, uma condição silenciosa. Você não sente dor, não tem febre e, muitas vezes, não percebe nenhuma alteração brusca no dia a dia. É diferente de uma doença aguda que nos derruba na cama.

No entanto, o corpo dá sinais sutis, que muitas vezes confundimos com cansaço da rotina ou estresse. Como endocrinologista, durante a consulta — que gosto de realizar com tempo e escuta atenta —, investigo sinais que podem passar despercebidos:

  • Cansaço excessivo: Como a glicose tem dificuldade de entrar na célula para gerar energia, você pode sentir uma fadiga desproporcional após as refeições (a famosa sonolência pós-pradial).
  • Aumento da fome: Se a célula “pensa” que está sem energia, ela envia sinais ao cérebro pedindo mais comida, gerando um ciclo vicioso de fome e ganho de peso.
  • Acantose Nigricans: Este é um sinal físico muito importante. Trata-se do escurecimento de dobras da pele, como pescoço, axilas e virilha. Muitas pacientes chegam ao meu consultório em Brasília achando que é sujeira ou mancha de sol, mas na verdade, é uma manifestação direta da resistência à insulina na pele.
  • Dificuldade de concentração: O “nevoeiro mental” pode estar associado a picos e quedas de glicose e insulina.

É fundamental entender que a ausência de sintomas clássicos do diabetes (como muita sede, muita vontade de urinar e perda de peso inexplicada) não significa que você está saudável. Quando esses sintomas aparecem, geralmente a doença já evoluiu para um estágio mais avançado.

Qual a relação entre obesidade, gordura no fígado e glicose alta?

Não podemos falar de pré-diabetes sem abordar o excesso de peso, especialmente a obesidade visceral (a gordura que se acumula na barriga). Cerca de 80% dos pacientes que atendo buscam ajuda para emagrecimento, e é muito comum encontrarmos o pré-diabetes associado a esse quadro.

O tecido adiposo, ou seja, a gordura, não é apenas um depósito inerte de energia. Ele é um órgão endócrino ativo. A gordura visceral produz substâncias inflamatórias que “viajam” pelo corpo e atrapalham a ação da insulina. É por isso que o ganho de peso é o principal fator de risco para o desenvolvimento do pré-diabetes.

Além disso, quando a resistência à insulina se instala, o corpo começa a ter dificuldade em gerenciar a gordura, depositando-a em locais onde ela não deveria estar, como no fígado. Isso gera a Esteatose Hepática (gordura no fígado). Perceba que pré-diabetes, obesidade e gordura no fígado são faces da mesma moeda: um metabolismo que pede socorro.

Em mulheres acima de 40 anos, que estão entrando no climatério ou menopausa, esse cenário se agrava. A queda do estrogênio natural dessa fase da vida favorece o acúmulo de gordura abdominal e a resistência à insulina. Por isso, o acompanhamento nessa fase precisa ser minucioso e preventivo.

O pré-diabetes tem cura ou reversão?

Esta é a boa notícia que gosto de dar olhando nos olhos dos meus pacientes: sim, o pré-diabetes é reversível. Diferente do diabetes tipo 2 estabelecido há muitos anos, onde buscamos o controle e a remissão, no pré-diabetes podemos realmente “voltar a fita” e normalizar os exames, afastando o risco iminente da doença.

Estudos robustos, como o Diabetes Prevention Program (DPP), mostram que mudanças no estilo de vida são mais eficazes do que qualquer medicamento isolado para prevenir a evolução para o diabetes. A redução de 5% a 7% do peso corporal já melhora drasticamente a sensibilidade à insulina.

Porém, eu sei que falar “mude seu estilo de vida” é fácil; o difícil é executar. A obesidade e os maus hábitos não são apenas falta de vontade. Envolvem questões emocionais, ambiente social, genética e regulação neuroendócrina. É por isso que não acredito em dietas restritivas de gaveta. A reversão exige uma estratégia personalizada e sustentável.

Como é o tratamento ético para pré-diabetes além da dieta?

O tratamento que proponho baseia-se em três pilares fundamentais: comportamental, emocional e medicamentoso. Não existe pilar mais importante que o outro; eles funcionam como um tripé. Se um falha, a estrutura cai.

1. Pilar Comportamental e Nutricional

Não se trata de cortar carboidratos radicalmente. O cérebro precisa de prazer e o corpo de energia. O foco é na qualidade. Precisamos aumentar o consumo de fibras, vegetais e proteínas, que diminuem a velocidade com que o açúcar entra no sangue. A atividade física aqui é remédio: o músculo em contração “suga” a glicose do sangue sem precisar tanto da insulina. É o melhor medicamento natural que existe.

2. Pilar Emocional

Muitas vezes, a resistência à perda de peso e o descontrole alimentar vêm da ansiedade e do estresse. O cortisol (hormônio do estresse) elevado piora a resistência à insulina. No meu consultório, validamos suas emoções. Por que você come? É fome ou vontade de comer? O tratamento precisa acolher suas dores, não julgá-las.

3. Pilar Medicamentoso

Como médica pautada na ética e na ciência, prescrevo medicamentos quando necessário e sempre aprovados pelas agências reguladoras e com evidência científica (como a metformina ou análogos de GLP-1, quando indicados para perda de peso). Eu, Dra. Sabryna Lucena, não utilizo “fórmulas mágicas”, implantes hormonais sem aprovação ou “soros da beleza”. A saúde do meu paciente é inegociável. O medicamento serve como uma “muleta” para ajudar o paciente a caminhar enquanto ele fortalece as próprias pernas com a mudança de hábitos.

Por que o acompanhamento contínuo é essencial para não virar diabetes?

Uma consulta isolada pode diagnosticar o problema, mas raramente resolve a causa raiz. A mudança de hábitos é um processo de aprendizado e reeducação que leva tempo. O cérebro humano tende a voltar para a zona de conforto. É aqui que entra a importância do acompanhamento contínuo.

É muito frustrante ver pacientes que iniciam o tratamento empolgados, perdem peso, mas somem por seis meses e retornam com todo o peso recuperado e os exames alterados novamente. A obesidade e o pré-diabetes são condições crônicas. Elas não tiram férias. Por isso, o tratamento também não pode ser pontual.

Para solucionar essa lacuna no tratamento tradicional, desenvolvi em minha clínica em Brasília programas específicos como o Programa Escolha Certa. Neste formato, o paciente não está sozinho. Ele conta com o meu suporte médico, além de nutricionista, psicóloga e educadora física. Somos uma equipe multidisciplinar que “pega na mão” do paciente.

Imagine ter dúvidas sobre o que comer em uma festa, ou sentir desânimo para treinar, e ter uma equipe de suporte. A chance de sucesso aumenta exponencialmente quando dividimos a responsabilidade. Eu mostro o caminho e forneço as ferramentas, mas é o paciente quem percorre a jornada, agora amparado e seguro.

Quais os riscos reais se eu não tratar o pré-diabetes?

Ser transparente é parte da minha ética profissional. Ignorar o pré-diabetes é permitir que o corpo permaneça em um estado inflamatório. A longo prazo, isso não leva “apenas” ao diabetes tipo 2. A resistência à insulina está ligada ao aumento do risco de:

  • Doenças cardiovasculares (infarto e AVC);
  • Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) e infertilidade;
  • Alguns tipos de câncer associados à obesidade;
  • Demência e Alzheimer no envelhecimento;
  • Piora da qualidade de vida e da mobilidade.

Minha intenção não é gerar medo, mas sim consciência. A prevenção é, sem dúvida, o tratamento mais inteligente e menos custoso — tanto financeiramente quanto emocionalmente — que existe.

Dúvidas Frequentes sobre Pré-Diabetes

1. Quem tem pré-diabetes precisa cortar todas as frutas?
De forma alguma. As frutas contêm fibras e antioxidantes essenciais. O segredo está na quantidade e na combinação. Comer uma fruta isolada pode gerar um pico de glicose, mas comê-la com castanhas, iogurte ou após uma refeição rica em fibras muda totalmente a resposta do corpo.

2. O pré-diabetes vira diabetes em quanto tempo?
Não há um tempo fixo. Depende da genética e, principalmente, do estilo de vida. Algumas pessoas podem progredir em meses, outras em anos. O importante é saber que, quanto antes agirmos, maior a chance de total reversão.

3. Magros também podem ter pré-diabetes?
Sim. Existe o “falso magro”, pessoa com peso normal na balança, mas com alta porcentagem de gordura visceral e pouca massa muscular. A falta de músculos e o sedentarismo são grandes vilões da sensibilidade à insulina.

4. Metformina emagrece?
A metformina é um excelente medicamento para melhorar a sensibilidade à insulina e é usada no pré-diabetes. Ela pode levar a uma discreta perda de peso em alguns pacientes, mas não é um medicamento para emagrecimento. Seu uso deve ser estritamente sob prescrição médica.

Por que confiar neste conteúdo?

Este artigo foi redigido com base nas diretrizes e evidências científicas mais recentes, garantindo informações seguras e éticas para sua saúde.

  • Diretrizes Utilizadas: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO) e American Diabetes Association (ADA).
  • Revisão Médica: O conteúdo reflete a expertise clínica da Dra. Sabryna Lucena (CRM-DF 20912 | RQE 12481), endocrinologista com título de especialista, pós-graduada em Nutrologia pela ABRAN e com ampla experiência em tratamento de obesidade e distúrbios metabólicos.
  • Compromisso Ético: Nenhuma informação aqui substitui a consulta médica. Não há conflito de interesses ou promoção de terapias sem comprovação científica.

Conclusão

O diagnóstico de pré-diabetes é um divisor de águas. Você pode encará-lo como um problema ou como a oportunidade que seu corpo lhe deu para mudar o futuro. Não ignore esse sinal de alerta. A “fórmula mágica” que você procura não está em uma pílula, mas na constância de bons hábitos e no acompanhamento médico sério e humano.

Se você busca um tratamento que respeite sua individualidade, que entenda suas dificuldades e que utilize o melhor da ciência a seu favor, estou à disposição para ajudá-la. Seja para uma consulta de ajuste metabólico ou para ingressar no Programa Escolha Certa, o primeiro passo é seu.

Vamos juntas transformar sua saúde? Agende sua avaliação.

Dra. Sabryna Lucena

Especialista em tratamento dos distúrbios de tireoide, diabetes, obesidade, adrenais, hipófise, colesterol, vitaminas e osso.

Localização:

SGAS 915 Centro Clínico Advance 1, Sala 340

Horário de atendimento:

Segunda à sexta: 8h às 17h30.

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