Você já sentiu que, por mais que tente, o peso sempre volta? Que a balança parece ter vida própria e que cada nova tentativa termina em frustração? Se você chegou até aqui procurando entender como tratar a obesidade de forma séria, ética e sem promessas milagrosas, quero que saiba: você está no lugar certo. Eu compreendo que, muitas vezes, a dificuldade em perder peso não está apenas no prato. Ela se conecta à rotina exaustiva, ao estresse, à ansiedade e a uma série de fatores hormonais e emocionais que quase ninguém para para investigar de verdade.
Sou a Dra. Sabryna Lucena, endocrinologista com foco em nutrologia, e ao longo dos anos atendendo desde o pronto-socorro até casos de alta complexidade, aprendi algo fundamental: a obesidade é uma doença crônica, multifatorial, e merece um tratamento à altura da sua complexidade. Não é preguiça, não é falta de força de vontade e, definitivamente, não é culpa sua. Neste artigo, quero mostrar o caminho que percorro ao lado dos meus pacientes, com transparência e ciência.
Por que a obesidade é considerada uma doença crônica?
Muita gente ainda enxerga o excesso de peso como uma simples questão de “comer menos e se mexer mais”. Se fosse tão simples assim, ninguém sofreria com isso. A verdade, respaldada por entidades como a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO) e a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), é que a obesidade é uma doença crônica, recidivante e progressiva.
Isso significa que o organismo, uma vez que atinge determinado peso, desenvolve mecanismos biológicos para defender aquele patamar. Hormônios que regulam a fome e a saciedade, como a leptina e a grelina, passam a atuar contra a perda de peso. É por isso que tantas pessoas emagrecem e depois recuperam tudo: elas trataram um problema crônico com soluções pontuais e rápidas.
Compreender isso muda completamente a forma de tratar. Não busco uma dieta relâmpago que traga resultado em duas semanas. Busco uma reorganização metabólica e comportamental sustentável, que respeite o seu corpo e a sua história.
Como funciona um tratamento ético para perda de peso?
Quando falo em ética, falo de compromisso com a verdade. No meu consultório, você não vai encontrar “fórmulas secretas”, manipulados milagrosos ou promessas de emagrecimento absurdo em poucos dias. Não tenho nenhuma parceria comercial com farmácias ou laboratórios, justamente para que minhas prescrições sejam pautadas apenas no que é melhor e mais seguro para você.
Trabalho exclusivamente com medicamentos aprovados pelos órgãos reguladores e validados pela ciência, quando eles são realmente necessários. E aqui está um ponto importante: o medicamento é apenas uma das ferramentas, nunca a solução isolada. Ele entra como apoio a um processo maior, que envolve mudança de hábitos e cuidado emocional.
Meu tratamento se apoia em três pilares que considero indissociáveis:
- Pilar comportamental: aqui trabalhamos a rotina, a organização das refeições, o sono e a atividade física. São os hábitos que sustentam o resultado a longo prazo.
- Pilar emocional: reconheço que a comida, para muitas pessoas, é conforto, é fuga, é resposta ao estresse. Ignorar essa dimensão é tratar pela metade.
- Pilar medicamentoso: quando indicado, com critério e segurança, para auxiliar no controle dos mecanismos biológicos que dificultam o emagrecimento.
Por que a escuta atenta faz diferença no tratamento?
Uma consulta apressada de dez minutos raramente dá conta de entender uma pessoa por inteiro. Por isso, minhas consultas duram cerca de uma hora. Preciso desse tempo para ouvir a sua história, entender sua rotina, seus medos, suas tentativas anteriores e o que fez você desistir no meio do caminho.
Essa escuta atenta não é apenas gentileza. É parte do diagnóstico. Muitas vezes, o que trava a perda de peso de uma paciente não aparece em nenhum exame de sangue: aparece na conversa, quando ela relata que come de madrugada por ansiedade ou que pula refeições durante o dia por causa da correria do trabalho.
Divido a responsabilidade de forma clara: eu mostro o caminho, ofereço as ferramentas e o suporte técnico. Você percorre esse caminho, no seu ritmo, com o meu acompanhamento próximo. Não estou aqui para julgar ninguém pelo peso que carrega. Estou aqui para caminhar ao seu lado.
Quais são as consequências da obesidade para a saúde?
Tratar a obesidade vai muito além da estética. O excesso de gordura corporal está diretamente ligado a uma série de condições que comprometem a qualidade e a expectativa de vida. Entre elas, destaco algumas que vejo com frequência no consultório:
- Pré-diabetes e diabetes tipo 2: o excesso de peso aumenta a resistência à insulina, elevando o risco de desenvolver diabetes.
- Gordura no fígado (esteatose hepática): uma condição silenciosa, cada vez mais comum, que pode ser revertida com tratamento adequado.
- Colesterol e triglicerídeos elevados: alterações que aumentam o risco cardiovascular.
- Hipertensão arterial: a sobrecarga sobre o sistema cardiovascular.
- Apneia do sono e dores articulares: que afetam diretamente o bem-estar diário.
A boa notícia é que muitas dessas condições respondem muito bem quando iniciamos o tratamento correto. A reversão da gordura no fígado, o controle do pré-diabetes e a melhora do colesterol são metas absolutamente alcançáveis com acompanhamento consistente. Uso o exame de bioimpedância para acompanhar de perto a composição corporal, avaliando não apenas o peso na balança, mas a proporção de massa muscular e de gordura, o que torna o acompanhamento muito mais preciso.
Como o acompanhamento contínuo evita o reganho de peso?
Esse é, talvez, o ponto mais importante de tudo o que quero transmitir. O reganho de peso frustra milhares de pessoas porque, como já expliquei, a obesidade é crônica. Não faz sentido tratá-la apenas por algumas semanas e depois abandonar tudo, esperando que o resultado se mantenha sozinho.
É exatamente como o controle de qualquer outra doença crônica: exige acompanhamento e ajustes ao longo do tempo. A consulta isolada é apenas a porta de entrada. O verdadeiro resultado vem da continuidade, do ajuste fino do tratamento conforme o seu corpo responde e da manutenção dos hábitos construídos.
Por isso, ofereço estruturas de acompanhamento pensadas para o longo prazo. No Programa Escolha Certa, você não conta apenas comigo. Ao meu lado, você tem o suporte de uma equipe multidisciplinar: nutricionista, psicóloga e educadora física. Durante quatro meses, caminhamos juntos, ajustando seu metabolismo e seus hábitos de forma verdadeiramente integrada. Cada profissional cuida de uma dimensão do seu processo, e todos conversam entre si em prol do seu resultado.
Já para quem deseja manter o cuidado de forma contínua depois desse período inicial, existe o Programa Fidelidade, que garante o acompanhamento próximo e regular ao longo do tempo. Além disso, mantenho alta disponibilidade para meus pacientes, com suporte via mensagem para dúvidas que surgem no dia a dia. Sei que as dificuldades não aparecem apenas no dia da consulta, e quero estar acessível quando você precisar de orientação.
Qual a diferença entre a abordagem da endocrinologia e da nutrologia?
Como endocrinologista, minha formação me permite investigar a fundo os aspectos hormonais e metabólicos que influenciam o peso. Distúrbios da tireoide, resistência à insulina, síndrome dos ovários policísticos (SOP) e alterações hormonais próprias da menopausa podem, sim, dificultar o emagrecimento e precisam ser avaliados e tratados adequadamente.
Minha pós-graduação em Nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) complementa esse olhar, agregando o conhecimento sobre como a alimentação e a nutrição impactam o metabolismo. Essa combinação me permite enxergar o paciente de forma integral, unindo o controle hormonal ao cuidado nutricional, sempre com base em evidências científicas.
Como a obesidade se relaciona com a menopausa e o climatério?
Um público que acompanho com bastante carinho é o das mulheres a partir dos 40 anos, na transição da menopausa e no climatério. Essa fase traz mudanças hormonais significativas que impactam diretamente o metabolismo. A queda dos níveis de estrogênio favorece o acúmulo de gordura, principalmente na região abdominal, e reduz a massa muscular.
Muitas mulheres relatam que, nessa fase, começam a ganhar peso mesmo mantendo os mesmos hábitos de sempre. Isso não é imaginação: é fisiologia. O ajuste hormonal para mulheres 40+ , quando bem conduzido e individualizado, aliado ao cuidado com a composição corporal, faz enorme diferença na qualidade de vida, na disposição e na saúde de forma geral.
Atendo essas pacientes em meu consultório em Brasília, oferecendo um cuidado que respeita cada etapa dessa transição, sempre com base nas evidências mais atuais e sem recorrer a modismos sem comprovação.
O tratamento da obesidade sempre exige medicamento?
Não. E faço questão de reforçar isso. A decisão de introduzir um medicamento é sempre individualizada e baseada em critérios clínicos claros. Há pacientes que alcançam excelentes resultados apenas com o ajuste comportamental, alimentar e o cuidado emocional. Há outros que se beneficiam do apoio medicamentoso em determinado momento do tratamento.
O que jamais faço é prescrever medicamentos de forma indiscriminada ou seguir modas passageiras. Cada indicação é conversada, explicada e fundamentada. Você tem o direito de entender o porquê de cada decisão do seu tratamento, e eu tenho o dever de te explicar com clareza. Essa transparência é a base da relação de confiança que construímos.
Por que confiar neste conteúdo?
Este artigo foi redigido com base nas diretrizes das principais entidades científicas e revisado por mim, Dra. Sabryna Lucena (CRM-DF 20912 | RQE 12481), garantindo que as informações sigam as evidências mais recentes e os princípios da ética médica. As fontes que embasam esta abordagem incluem:
- Diretrizes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) sobre o manejo da obesidade e distúrbios metabólicos.
- Recomendações da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO) sobre o caráter crônico da doença.
- Fundamentos da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), base da minha pós-graduação em nutrologia.
- Consensos da Endocrine Society e da American Diabetes Association (ADA) sobre pré-diabetes e controle metabólico.
Somo a isso minha formação sólida em Clínica Médica, minha residência em Endocrinologia no Hospital Federal da Lagoa e a vivência em casos de alta complexidade, incluindo pacientes diabéticos complexos e pós-bariátrica.
Perguntas frequentes sobre o tratamento da obesidade
Em quanto tempo verei resultados no tratamento?
O tratamento da obesidade é focado no longo prazo. Embora mudanças possam começar a aparecer nas primeiras semanas, o objetivo é uma perda de peso sustentável e a manutenção dos resultados. Resultados rápidos e drásticos costumam ser seguidos de reganho, justamente o que buscamos evitar.
A obesidade tem cura?
Por ser uma doença crônica, falamos em controle e remissão, não em cura definitiva. Com acompanhamento adequado, é plenamente possível controlar o peso, reverter complicações como a gordura no fígado e manter uma vida saudável e ativa.
Preciso fazer dieta muito restritiva?
Não trabalho com dietas extremamente restritivas ou insustentáveis. O foco está na reeducação alimentar e comportamental, construindo hábitos que você consiga manter na sua rotina real, com prazer e equilíbrio.
O acompanhamento emocional é mesmo necessário?
Sim. Para muitas pessoas, a relação com a comida está ligada a emoções como ansiedade e estresse. Cuidar dessa dimensão é essencial para resultados duradouros, e por isso o pilar emocional é parte central do meu tratamento.
O que é o exame de bioimpedância?
É um exame que avalia a composição corporal, indicando a proporção de massa muscular, gordura e água no corpo. Ele permite um acompanhamento muito mais preciso do que a balança comum, pois mostra a real qualidade da perda de peso.
Conclusão: um cuidado de verdade para transformar sua saúde
Tratar a obesidade com seriedade significa reconhecer que ela é uma doença crônica, que exige um olhar integral, ético e contínuo. Significa deixar de lado as promessas milagrosas e abraçar um processo respeitoso, fundamentado na ciência e construído com empatia. Você não precisa mais viver o ciclo de perder e recuperar peso, se culpando a cada tentativa frustrada.
Se você busca um cuidado transparente, sem parcerias comerciais que interfiram na prescrição, e um acompanhamento de verdade para transformar sua saúde, eu posso te ajudar. No consultório, em Brasília, ofereço a avaliação individual e os programas de acompanhamento multidisciplinar, como o Programa Escolha Certa, pensados para caminhar ao seu lado de forma próxima e sustentável.
Agende sua avaliação com a Dra. Sabryna Lucena (CRM-DF 20912 | RQE 12481) e dê o primeiro passo para cuidar da sua saúde com a atenção e o respeito que você merece.