Você já tentou emagrecer, conseguiu por um tempo e, meses depois, percebeu que tudo voltou ao ponto de partida? Se a resposta for sim, quero que saiba de uma coisa logo no início: o problema não está na sua força de vontade. O reganho de peso frustra milhares de pessoas justamente porque a obesidade não é uma falha pessoal, e sim uma doença crônica. E como toda doença crônica, ela exige acompanhamento médico para obesidade crônica de forma contínua, ao longo do tempo, e não soluções rápidas que prometem milagres em poucas semanas.
Eu sou a Dra. Sabryna Lucena, endocrinologista em Brasília (CRM-DF 20912 | RQE 12481), e ao longo da minha trajetória, desde o pronto-socorro até a endocrinologia de alta complexidade, aprendi que tratar a obesidade significa caminhar ao lado do paciente. Neste artigo, quero explicar de forma simples por que o acompanhamento de longo prazo faz toda a diferença e como ele pode transformar a sua relação com a saúde.
Por que a obesidade é considerada uma doença crônica?
Durante muito tempo, a sociedade tratou o excesso de peso como uma questão estética ou de disciplina. Hoje, a ciência mostra um cenário muito diferente. A obesidade é reconhecida como uma doença crônica, multifatorial e recidivante, segundo a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO) e a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
O que isso significa na prática? Que o corpo de uma pessoa com obesidade apresenta alterações reais no funcionamento de hormônios que regulam a fome, a saciedade e o gasto de energia. Quando há perda de peso, o organismo entende aquilo como uma ameaça e ativa mecanismos para recuperar o peso perdido. Por isso, tantas pessoas conseguem emagrecer em uma dieta restritiva e, depois, recuperam tudo. Não se trata de fracasso, e sim de biologia.
Compreender isso é libertador. A culpa dá lugar ao entendimento, e o entendimento abre espaço para um tratamento sério, ético e baseado em evidências. Uma doença crônica como o diabetes ou a hipertensão não se trata por trinta dias e depois se abandona. Com a obesidade, o raciocínio é o mesmo.
Por que tratamentos rápidos costumam falhar?
Vivemos cercados por promessas de emagrecimento veloz: dietas radicais, fórmulas manipuladas, chás milagrosos e protocolos sem nenhuma comprovação científica. O problema é que essas soluções ignoram a complexidade da doença e tratam apenas a consequência, o número na balança, sem cuidar das causas.
Quando alguém perde peso muito rápido por meio de restrições severas, geralmente perde também massa muscular, água e equilíbrio metabólico. O resultado é um corpo mais lento para queimar energia e mais propenso a recuperar o peso. Além disso, o efeito conhecido como sanfona, com ganhos e perdas sucessivas, pode trazer prejuízos à saúde cardiovascular e ao bem-estar emocional.
Como endocrinologista com formação em Nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), faço questão de reforçar: não existe atalho seguro. O que existe é um caminho consistente, percorrido com acompanhamento, ajustes e paciência. Eu mostro o caminho, mas é o paciente quem o percorre, e isso só funciona com suporte de verdade ao longo do tempo.
Quais são os pilares de um tratamento eficaz para a obesidade?
No meu consultório, o tratamento da obesidade se apoia em três pilares que considero igualmente importantes: o comportamental, o emocional e o medicamentoso. Quando trabalhamos apenas um deles, os resultados tendem a ser temporários. Quando integramos os três, construímos algo sólido.
O pilar comportamental
A mudança de hábitos é a base de qualquer tratamento duradouro. Isso inclui a forma como nos alimentamos, a qualidade do sono, a rotina de atividade física e a maneira como organizamos o dia a dia. Não se trata de regras rígidas e impossíveis de manter, mas de ajustes graduais e sustentáveis que cabem na vida real de cada pessoa.
O pilar emocional
Você já percebeu que a dificuldade em manter hábitos saudáveis muitas vezes não está só no prato, mas no estresse, na ansiedade ou no cansaço? A relação entre emoções e alimentação é profunda. Comer em resposta a sentimentos é algo extremamente comum, e ignorar essa dimensão é deixar o tratamento incompleto. Por isso, valorizo tanto a escuta atenta durante as consultas, que duram cerca de uma hora, e o apoio de uma psicóloga quando necessário.
O pilar medicamentoso
Quando indicado, o tratamento medicamentoso pode ser um grande aliado. Aqui faço questão de ser transparente: utilizo apenas medicamentos aprovados, de farmácia, com respaldo científico de entidades como a American Diabetes Association (ADA) e a Endocrine Society. Não trabalho com fórmulas secretas nem mantenho qualquer parceria comercial com farmácias ou laboratórios. Minha prescrição é guiada exclusivamente pela ética e pela ciência, pensando no que é melhor para você.
Qual a importância da bioimpedância no acompanhamento?
Um dos motivos pelos quais a balança comum pode enganar é que ela mostra apenas o peso total, sem distinguir o que é gordura, músculo ou água. No acompanhamento, utilizo o exame de bioimpedância, que permite avaliar a composição corporal com mais precisão.
Isso muda completamente a forma de acompanhar a evolução. Em vez de focar apenas no número da balança, conseguimos verificar se a pessoa está perdendo gordura e preservando massa muscular, que é exatamente o que desejamos. Em alguns momentos, o peso pode até estabilizar enquanto a composição corporal melhora de forma significativa. Sem essa avaliação ao longo do tempo, perderíamos informações valiosas para ajustar o tratamento.
O que acontece quando o acompanhamento é abandonado?
Como a obesidade é uma doença crônica, interromper o cuidado abruptamente costuma trazer o risco de reganho de peso. Não porque a pessoa fez algo errado, mas porque o organismo ainda está se reorganizando metabolicamente. É como suspender um tratamento de pressão alta no momento em que os números melhoram: a tendência é que o problema retorne.
O acompanhamento de longo prazo permite identificar precocemente sinais de retorno, ajustar estratégias, reavaliar a medicação quando preciso e, principalmente, sustentar a motivação. Muitas pessoas chegam até mim já cansadas de recomeçar do zero várias vezes. Meu objetivo é justamente interromper esse ciclo, oferecendo uma estrutura de cuidado contínuo.
Quais consequências de saúde a obesidade pode trazer?
Para além do peso em si, a obesidade está associada a diversas condições que merecem atenção. Entre as mais comuns que acompanho em consultório estão:
- Gordura no fígado, também chamada de esteatose hepática, que pode ser revertida com tratamento adequado;
- Pré-diabetes e resistência à insulina, que aumentam o risco de diabetes tipo 2;
- Alterações no colesterol e nos triglicerídeos;
- Hipertensão arterial;
- Síndrome dos ovários policísticos (SOP), em mulheres;
- Impactos na autoestima e na qualidade de vida.
A boa notícia é que o controle do peso, feito de maneira saudável e acompanhada, melhora ou até reverte muitas dessas condições. A reversão da gordura no fígado e o controle do pré-diabetes são exemplos concretos do quanto o cuidado continuado pode transformar a saúde de uma pessoa.
E para as mulheres 40+: o peso muda na menopausa?
Sim, e essa é uma queixa frequente entre as mulheres que atendo. Durante o climatério e a menopausa, as alterações hormonais favorecem o acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal, e podem reduzir a massa muscular. Muitas mulheres relatam que faziam tudo igual e, ainda assim, o peso começou a subir após os 40 anos.
Essa fase exige um olhar especialmente cuidadoso, com ajuste hormonal quando indicado e estratégias adaptadas a esse novo momento da vida. O acompanhamento de longo prazo é fundamental, porque o corpo continua mudando, e o tratamento precisa acompanhar essas transformações. Cuidar da saúde nessa etapa não é vaidade, é qualidade de vida e prevenção.
Como funciona o acompanhamento multidisciplinar?
Justamente porque a obesidade é multifatorial, acredito profundamente no valor do trabalho em equipe. A consulta individual é a porta de entrada, mas o cuidado completo se constrói com diferentes profissionais atuando juntos.
No Programa Escolha Certa, o paciente conta com o meu acompanhamento como endocrinologista, além de nutricionista, psicóloga e educadora física, ao longo de um período estruturado. Caminhamos lado a lado, ajustando o metabolismo, organizando os hábitos alimentares, cuidando das questões emocionais e fortalecendo o corpo de forma gradual e sustentável. Já no Programa Fidelidade, mantemos o vínculo de acompanhamento contínuo para quem deseja preservar os resultados conquistados e seguir cuidando da saúde a longo prazo.
Outro aspecto que valorizo muito é a disponibilidade. Sei que dúvidas surgem no dia a dia, e por isso ofereço suporte contínuo aos meus pacientes, inclusive por mensagem, para que ninguém se sinta sozinho nessa caminhada. Acredito que o cuidado de verdade não termina quando a consulta acaba.
Por que a ética é tão importante nesse processo?
Vivemos um momento em que muitas promessas de emagrecimento circulam sem qualquer base científica, e isso me preocupa. Por convicção, não mantenho nenhuma parceria comercial com farmácias ou laboratórios. Essa decisão garante que toda prescrição que faço seja pensada unicamente no seu benefício, e não em interesses externos.
Transparência, evidência científica e respeito ao paciente são os princípios que guiam o meu trabalho. Quando alguém me procura, encontra explicações claras sobre o raciocínio clínico, sobre os porquês de cada decisão e sobre o que esperar de forma realista. Acredito que a confiança se constrói exatamente assim, com honestidade.
Por que confiar neste conteúdo?
Este artigo foi redigido com base nas diretrizes das principais entidades médicas e na minha experiência clínica, garantindo que as informações sigam as evidências mais recentes e os princípios da ética médica. As fontes que fundamentam este conteúdo incluem:
- Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM);
- Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO);
- Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN);
- American Diabetes Association (ADA);
- Endocrine Society.
Além disso, este conteúdo reflete a vivência da Dra. Sabryna Lucena (CRM-DF 20912 | RQE 12481), endocrinologista com título de especialista e pós-graduação em Nutrologia, com experiência que vai desde o pronto-socorro no SUS até a endocrinologia de alta complexidade, atuando com casos de diabetes, distúrbios hormonais e acompanhamento pós-bariátrica.
Perguntas frequentes sobre o acompanhamento da obesidade
Por quanto tempo preciso fazer acompanhamento para obesidade?
Por se tratar de uma doença crônica, o acompanhamento tende a ser de longo prazo. Isso não significa consultas com a mesma frequência para sempre, mas sim um cuidado contínuo, com intervalos ajustados conforme a sua evolução. O objetivo é manter os resultados e prevenir o reganho de peso.
O tratamento sempre envolve medicamentos?
Não. A medicação é apenas um dos pilares e é indicada de forma individualizada, quando há real benefício. Os pilares comportamental e emocional são igualmente essenciais, e em muitos casos a mudança de hábitos com acompanhamento já traz resultados expressivos.
É possível reverter a gordura no fígado e o pré-diabetes?
Sim. Com perda de peso saudável e acompanhamento adequado, a esteatose hepática pode ser revertida e o pré-diabetes controlado, reduzindo o risco de evolução para o diabetes tipo 2. O acompanhamento contínuo é o que torna esses resultados sustentáveis.
Por que recuperei o peso depois de emagrecer sozinha?
O reganho de peso é uma resposta biológica do organismo, não uma falha pessoal. Após a perda de peso, o corpo ativa mecanismos para recuperar o que foi perdido. Por isso, o acompanhamento médico de longo prazo é tão importante: ele ajuda a manter os resultados ao longo do tempo.
A bioimpedância substitui a balança comum?
A bioimpedância complementa a avaliação ao mostrar a composição corporal, diferenciando gordura, massa muscular e água. Isso oferece um panorama muito mais completo do que apenas o peso total, permitindo ajustes mais precisos no tratamento.
Dê o primeiro passo para um cuidado de verdade
A obesidade não se vence com soluções rápidas, e sim com um acompanhamento sério, ético e próximo, que respeita o seu tempo e a complexidade do seu corpo. Mais do que tratar um número na balança, meu compromisso é cuidar da sua saúde de forma integral e duradoura.
Se você busca um cuidado transparente, baseado em evidências e um acompanhamento de verdade para transformar a sua saúde a longo prazo, agende sua avaliação com a Dra. Sabryna Lucena (CRM-DF 20912 | RQE 12481), endocrinologista em Brasília. Conheça o Programa Escolha Certa e o Programa Fidelidade e descubra como é ter alguém ao seu lado em cada etapa dessa jornada.