Facebook
Twitter
WhatsApp
Threads
Dra. Sabryna Lucena Endocrinologista; endocrinologista em Brasília; Programa Escolha Certa; tratamento para obesidade baseado em evidências; emagrecimento saudável com acompanhamento; tratamento para menopausa e climatério; ajuste hormonal mulheres 40+; endocrinologista para tratamento de tireóide; reversão de gordura no fígado (esteatose); controle de pré-diabetes e colesterol; síndrome dos ovários policísticos - SOP; médica especialista em metabolismo; bioimpedância consulta Brasília; tratamento ético para perda de peso; equipe multidisciplinar para emagrecimento; acompanhamento médico para obesidade crônica;hipotireoidismo

Hipotireoidismo e Hashimoto: o que importa no controle além do remédio?

Você já passou pela frustração de ir ao médico, levar seus exames, ouvir que “está tudo normal” com seus hormônios, mas continuar sentindo um cansaço avassalador, queda de cabelo e uma dificuldade imensa para perder peso? Essa é uma queixa que escuto quase diariamente em meu consultório. A sensação de que o corpo não responde, mesmo fazendo o tratamento, gera angústia e desânimo. Quero começar dizendo que eu entendo a sua dor e que o seu sintoma é real. O tratamento do hipotireoidismo e da Tireoidite de Hashimoto vai muito além de apenas engolir um comprimido de levotiroxina todas as manhãs em jejum.

A medicina baseada em evidências evoluiu, e hoje sabemos que olhar apenas para o valor do TSH (Hormônio Estimulador da Tireoide) é tratar o exame, e não o paciente. Como médica endocrinologista, minha missão é acolher você e investigar as causas por trás desses sintomas persistentes. Muitas vezes, o buraco é mais embaixo: envolve inflamação crônica, deficiências nutricionais, manejo do estresse e, claro, o impacto emocional de lidar com uma condição crônica.

Neste artigo, convido você a entender o que realmente importa no controle da sua tireoide, como o estilo de vida impacta a autoimunidade e por que um acompanhamento médico detalhado e ético faz toda a diferença entre apenas sobreviver e viver com qualidade.

Qual a diferença entre Tireoidite de Hashimoto e Hipotireoidismo?

Uma confusão muito comum que percebo nas consultas iniciais é o uso intercambiável desses dois termos. Embora estejam intimamente ligados, eles não são a mesma coisa, e entender essa diferença é o primeiro passo para o empoderamento sobre sua saúde.

O hipotireoidismo é o desfecho clínico, ou seja, é a condição em que a glând tireoide não produz hormônios suficientes para suprir as necessidades do organismo. É o “motor funcionando devagar”. Isso leva aos sintomas clássicos: metabolismo lento, ganho de peso, sonolência, pele seca e constipação.

Já a Tireoidite de Hashimoto é a causa. Trata-se de uma doença autoimune onde o sistema imunológico, por um erro de identificação, começa a produzir anticorpos (como o Anti-TPO e Anti-Tireoglobulina) que atacam a própria tireoide. Com o tempo, essa inflamação crônica destrói o tecido glandular, levando à falência da tireoide e, consequentemente, ao hipotireoidismo.

Por que isso importa? Porque a reposição hormonal (levotiroxina) trata a falta do hormônio (o hipotireoidismo), mas não “cura” a autoimunidade (o Hashimoto). É aqui que entra o “algo a mais” no tratamento. Para controlar a doença de base e melhorar sua qualidade de vida, precisamos olhar para o sistema imunológico e para a inflamação, e isso não se faz apenas com remédios, mas com mudanças comportamentais e nutricionais.

Por que meus exames estão normais e eu continuo me sentindo mal?

Esta é, talvez, a pergunta de um milhão de dólares. Quando olhamos para as diretrizes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, o alvo terapêutico é manter o TSH dentro da faixa de referência. No entanto, existe uma grande diferença entre estar “dentro da referência” e estar no seu “ponto ótimo” metabólico.

Eu, Dra. Sabryna Lucena, explico sempre aos meus pacientes que a tireoide não trabalha sozinha. A medicação que você toma geralmente contém T4 (levotiroxina), que é um pró-hormônio. Para que ele funcione e dê energia às suas células, ele precisa ser convertido em T3 (triiodotironina), a forma ativa do hormônio. Essa conversão acontece principalmente no fígado, nos rins e em outros tecidos periféricos.

Diversos fatores podem atrapalhar essa conversão de T4 em T3, mantendo você sintomática mesmo com o TSH “bonito” no papel:

  • Deficiências de vitaminas e minerais: Ferro (ferritina baixa), Selênio, Zinco e Vitamina D são cofatores essenciais para a tireoide funcionar. Sem eles, a engrenagem não gira.
  • Inflamação crônica: A obesidade e a alimentação rica em ultraprocessados geram um estado inflamatório que bloqueia a ação dos hormônios.
  • Estresse elevado: O cortisol alto inibe a conversão de T4 em T3 e aumenta o T3 reverso (uma forma inativa), agindo como um freio de mão puxado no seu metabolismo.

Portanto, no meu consultório em Brasília, a avaliação vai muito além do TSH. Precisamos investigar como está o seu “terreno biológico”.

Qual o papel da alimentação no controle da Tireoidite de Hashimoto?

Como especialista com pós-graduação em Nutrologia pela ABRAN, afirmo com segurança: o que você come conversa diretamente com os seus genes e com o seu sistema imune. Não existe uma “dieta milagrosa” para a tireoide, mas existem estratégias nutricionais baseadas em evidências que ajudam a modular a inflamação e a autoimunidade.

O foco deve ser uma alimentação anti-inflamatória “de verdade”. Isso significa descascar mais e desembalar menos. A base do tratamento nutricional envolve garantir o aporte de micronutrientes fundamentais. Por exemplo, o selênio é vital para proteger a tireoide do estresse oxidativo. A castanha-do-pará é uma fonte excelente, mas o excesso pode ser tóxico. O equilíbrio é a chave.

Além disso, a saúde intestinal é prioritária. Hoje sabemos da existência do eixo “intestino-tireoide”. Um intestino permeável (disbiose) permite a passagem de macromoléculas que estimulam o sistema imune a atacar, piorando o quadro de Hashimoto. Cuidar da microbiota com fibras, prebióticos e, quando necessário, probióticos, faz parte do raciocínio clínico integrativo.

Devo cortar glúten e lactose para tratar a tireoide?

Essa é uma dúvida frequente e polêmica. Vamos aos fatos científicos, sem radicalismos. Não existe, até o momento, uma diretriz formal que obrigue todos os pacientes com Hashimoto a retirarem o glúten e a lactose indiscriminadamente. No entanto, a prática clínica e estudos recentes mostram uma correlação importante.

Pacientes com doenças autoimunes, como Hashimoto, têm uma prevalência maior de Doença Celíaca ou Sensibilidade ao Glúten Não Celíaca. Nesses casos, a exclusão do glúten é mandatória e traz melhora significativa dos sintomas e da absorção da medicação.

Minha abordagem é individualizada. Se a paciente relata distensão abdominal, gases, fadiga extrema pós-prandial ou se os anticorpos estão muito elevados e resistentes, podemos fazer um teste terapêutico de retirada supervisionada, sempre com o acompanhamento de uma nutricionista, como as que fazem parte da minha equipe multidisciplinar. O objetivo não é restringir por restringir, mas sim encontrar o que faz o seu corpo funcionar melhor sem gerar terrorismo nutricional.

Como o estresse e o sono afetam meu tratamento?

Vivemos em uma sociedade que normalizou a exaustão. Mulheres, especialmente acima dos 40 anos, muitas vezes acumulam jornadas triplas de trabalho, casa e cuidados familiares. Esse estresse crônico é um veneno para a tireoide.

O estresse eleva o cortisol. O cortisol elevado compete com os hormônios tireoidianos e desregula o eixo HPA (hipotálamo-hipófise-adrenal). O resultado? Você toma o remédio, mas o corpo continua em “modo de economia de energia”, acumulando gordura, principalmente na região abdominal.

Além disso, a privação de sono afeta a produção de GH e a regulação da leptina e grelina (hormônios da fome e saciedade). Dormir mal torna quase impossível perder peso e controlar a inflamação. Por isso, nas minhas consultas de aproximadamente uma hora, dedico um tempo considerável para entender sua rotina de sono e seu manejo de estresse. Às vezes, a “prescrição” mais importante não é um remédio, mas sim higiene do sono e estratégias de gerenciamento de tempo.

É possível emagrecer tendo hipotireoidismo?

Sim, é plenamente possível, mas exige estratégia e paciência. Eu sei que é desanimador ver pessoas ao seu lado comendo o mesmo que você e emagrecendo, enquanto você luta para perder gramas. O hipotireoidismo não tratado ou mal compensado reduz a Taxa Metabólica Basal (TMB), mas uma vez que os hormônios estão ajustados, o metabolismo tende a se normalizar.

O grande obstáculo, muitas vezes, não é apenas a tireoide, mas as comorbidades associadas que vêm “de carona”, como a resistência à insulina, a disbiose intestinal e o comportamento alimentar compensatório (comer por ansiedade ou cansaço). O tratamento da obesidade em pacientes com tireoidopatias deve ser multifatorial.

É aqui que entra a importância da Bioimpedância, exame que realizo em consultório. Com ela, não olhamos apenas o peso na balança, mas a composição corporal: quanto é gordura, quanto é músculo e como está a hidratação. Muitas vezes a paciente está ganhando massa magra e perdendo gordura, o que é excelente, mas a balança comum não mostra. Isso evita frustrações desnecessárias.

A importância da equipe multidisciplinar: O Programa Escolha Certa

Tratar hipotireoidismo, Hashimoto e buscar emagrecimento exige um cerco de cuidados. Eu, como médica, traço a estratégia, ajusto a medicação, solicito os exames e monitoro a segurança clínica. Mas quem vai te ensinar a montar o prato no dia a dia? Quem vai te ajudar a lidar com a ansiedade que te faz atacar a geladeira à noite? Quem vai adaptar o exercício para que você não se lesione?

Por acreditar que a medicina ética se faz com suporte integral, desenvolvi o Programa Escolha Certa. É um acompanhamento de quatro meses onde o paciente não está sozinho. Além das minhas consultas, você conta com nutricionista, psicóloga e educadora física. Nós “pegamos na sua mão”.

Esse modelo de atenção permite ajustes finos que uma consulta avulsa semestral não comporta. A mudança de estilo de vida é difícil, e ter uma equipe técnica e empática ao lado aumenta drasticamente as chances de sucesso a longo prazo. O foco deixa de ser a doença e passa a ser a construção de saúde.

Suporte contínuo: A relação médico-paciente

Uma das minhas premissas éticas é a disponibilidade. Doenças crônicas e processos de emagrecimento geram dúvidas no dia a dia. “Posso tomar esse remédio para gripe junto com a levotiroxina?”, “Esqueci de tomar o hormônio hoje, o que eu faço?”.

Para oferecer segurança, mantenho um canal de suporte via WhatsApp para meus pacientes. Não terceirizo o cuidado. Ser uma médica parceira significa dividir a responsabilidade, mas também estar lá para amparar nas pequenas dúvidas que, se não respondidas, podem comprometer o tratamento.

Se você está em Brasília e busca um tratamento que respeite sua individualidade, que não prometa fórmulas mágicas, mas que entregue ciência e acolhimento, saiba que existe um caminho. O controle do hipotireoidismo e do Hashimoto é um convite para você se reconectar com seu corpo e priorizar o autocuidado.

Por que confiar neste conteúdo?

  • Base Científica: Este artigo foi fundamentado nas diretrizes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da American Thyroid Association (ATA), garantindo que as informações sobre diagnóstico e tratamento sigam o padrão ouro da medicina mundial.
  • Nutrologia Baseada em Evidências: As orientações nutricionais seguem os preceitos da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), focando em alimentos reais e suplementação apenas quando há deficiência comprovada.
  • Expertise Médica: O conteúdo foi elaborado sob a ótica da Dra. Sabryna Lucena (CRM-DF 20912 | RQE 12481), endocrinologista com residência médica e ampla experiência no tratamento de tireoidopatias e obesidade, atuando de forma ética e sem conflitos de interesse com a indústria farmacêutica.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. O hipotireoidismo tem cura?
O hipotireoidismo causado pela Tireoidite de Hashimoto é uma condição crônica. Embora não falemos em “cura” definitiva (desaparecimento total da doença), falamos em controle total. Com o tratamento adequado, os sintomas desaparecem e o paciente leva uma vida completamente normal.

2. O iodo faz bem para quem tem Hashimoto?
Cuidado. Embora o iodo seja essencial para a tireoide, o excesso de iodo (muito comum em suplementos “naturais” ou fórmulas manipuladas sem critério) pode, na verdade, agravar a autoimunidade e piorar a inflamação na Tireoidite de Hashimoto. A suplementação deve ser feita apenas sob estrita prescrição médica.

3. Posso tomar o remédio da tireoide junto com outros medicamentos?
A levotiroxina deve ser tomada em jejum, com água, pelo menos 30 a 60 minutos antes do café da manhã. Suplementos de cálcio, ferro e alguns medicamentos para gastrite podem reduzir a absorção do hormônio e devem ser tomados em horários afastados (geralmente 4 horas depois). Sempre informe sua médica sobre tudo o que você usa.

4. Qual o melhor horário para fazer o exame de sangue da tireoide?
O ideal é fazer pela manhã. Se você já toma a medicação, a recomendação geral é fazer o exame antes de tomar o comprimido do dia, ou conforme a orientação específica do seu endocrinologista, para evitar picos falsos de T4 no resultado laboratorial.

Se você se identificou com os sintomas e busca uma abordagem que integre o melhor da endocrinologia com um olhar humano e comportamental, agende sua avaliação. Vamos, juntas, ajustar não apenas a sua tireoide, mas a sua qualidade de vida.

Dra. Sabryna Lucena

Especialista em tratamento dos distúrbios de tireoide, diabetes, obesidade, adrenais, hipófise, colesterol, vitaminas e osso.

Localização:

SGAS 915 Centro Clínico Advance 1, Sala 340

Horário de atendimento:

Segunda à sexta: 8h às 17h30.

© 2026 Todos os direitos reservados à Dra. Sabryna Lucena.

Política de privacidade