Facebook
Twitter
WhatsApp
Threads
Dra. Sabryna Lucena Endocrinologista; endocrinologista em Brasília; Programa Escolha Certa; tratamento para obesidade baseado em evidências; emagrecimento saudável com acompanhamento; tratamento para menopausa e climatério; ajuste hormonal mulheres 40+; endocrinologista para tratamento de tireóide; reversão de gordura no fígado (esteatose); controle de pré-diabetes e colesterol; síndrome dos ovários policísticos - SOP; médica especialista em metabolismo; bioimpedância consulta Brasília; tratamento ético para perda de peso; equipe multidisciplinar para emagrecimento; acompanhamento médico para obesidade crônica;emagrecimento sustentável

Por que dietas restritivas falham: a ciência do emagrecimento sustentável

Quantas vezes você já prometeu a si mesma que “desta vez vai ser diferente”, cortou carboidratos drasticamente, passou fome por algumas semanas e, pouco tempo depois, viu todo o peso retornar — muitas vezes com alguns quilos a mais? Eu sei que essa é uma realidade frustrante e dolorosa. No meu consultório, recebo diariamente pacientes exaustas desse ciclo de “efeito sanfona”, que chegam até mim sentindo-se culpadas, acreditando que o problema é a falta de força de vontade. Como médica endocrinologista, preciso lhe dizer algo libertador logo no início desta nossa conversa: a culpa não é sua, e a biologia explica exatamente por que isso acontece. O segredo para sair desse labirinto não está na restrição severa, mas no emagrecimento sustentável.

A crença popular nos diz que para perder peso basta “fechar a boca e malhar”. Se fosse uma matemática tão simples, a obesidade não seria uma das epidemias que mais crescem no mundo. O corpo humano é uma máquina complexa, moldada por milênios de evolução para sobreviver à escassez, não para viver na abundância de alimentos ultraprocessados que temos hoje. Quando você impõe uma dieta restritiva ao seu organismo, ele não entende que você quer entrar naquele vestido para uma festa; ele entende que você está passando por um período de fome e perigo, e aciona mecanismos poderosos de defesa para “salvar” você.

Neste artigo, quero compartilhar com você, de forma transparente e ética, o que a ciência atual diz sobre a perda de peso. Quero explicar por que as dietas da moda falham em 95% dos casos a longo prazo e como nós, juntos, podemos trilhar um caminho diferente. Um caminho pautado no respeito ao seu metabolismo, no cuidado com a sua saúde mental e em estratégias que realmente funcionam. Sou a Dra. Sabryna Lucena, e convido você a entender a verdadeira ciência por trás do emagrecimento.

O que acontece com o seu corpo quando você faz uma dieta restritiva?

Para compreendermos o fracasso das dietas restritivas, precisamos olhar para a fisiologia. O nosso corpo possui um “termostato” de peso, tecnicamente chamado de set point. Quando você reduz drasticamente a ingestão de calorias, o seu cérebro, especificamente numa região chamada hipotálamo, detecta essa mudança como uma ameaça à sobrevivência.

Imediatamente, uma série de adaptações metabólicas entra em ação. A primeira delas é a redução da taxa metabólica basal. Ou seja, seu corpo aprende a gastar menos energia para realizar as mesmas funções vitais. É como se você tivesse um carro econômico que, de repente, passasse a fazer o dobro da quilometragem com o mesmo litro de gasolina. Isso significa que, após um período de dieta severa, você precisará comer muito menos do que uma pessoa que nunca fez dieta apenas para manter o peso. Essa adaptação é uma das principais razões pelas quais o reganho de peso é tão comum.

Além disso, ocorre uma verdadeira tempestade hormonal. Os níveis de leptina, o hormônio que sinaliza saciedade ao cérebro, despencam. Em contrapartida, os níveis de grelina, o hormônio da fome, disparam. Você não sente mais fome apenas “por gula”; seu corpo está gritando por energia de forma biológica e potente. Tentar lutar contra esses hormônios apenas com “força de vontade” é uma batalha desigual e, na maioria das vezes, fadada ao insucesso.

O impacto emocional e comportamental da restrição

Não podemos falar de emagrecimento sem abordar a mente. A restrição alimentar severa gera um estresse significativo para o organismo, elevando os níveis de cortisol. O cortisol alto, cronicamente, favorece o acúmulo de gordura visceral (aquela perigosa, na barriga) e aumenta o desejo por alimentos palatáveis, ricos em açúcar e gordura.

Existe também o aspecto psicológico da proibição. Quando classificamos alimentos como “proibidos” ou “pecaminosos”, aumentamos o desejo por eles. Isso frequentemente desencadeia episódios de compulsão alimentar. A pessoa segue a dieta à risca durante a semana, mas, ao menor deslize, surge o pensamento de “já que estraguei tudo, vou comer tudo o que puder”. Esse ciclo de restrição e compulsão é extremamente danoso não só para o metabolismo, mas para a autoestima.

No meu atendimento como endocrinologista em Brasília, vejo muitas mulheres que desenvolveram medo de comer. Elas perderam a conexão com os sinais naturais de fome e saciedade. O tratamento ético e eficaz precisa resgatar essa relação saudável com a comida, retirando o peso da culpa e focando na nutrição do corpo.

Mulheres 40+: O desafio da menopausa e do climatério

Se emagrecer já é um desafio complexo, para as mulheres acima dos 40 anos, o cenário ganha novas variáveis. A transição para a menopausa traz uma queda nos níveis de estrogênio, o que favorece uma mudança na composição corporal: há uma tendência natural à perda de massa muscular (sarcopenia) e ao acúmulo de gordura na região abdominal.

Muitas pacientes me relatam: “Doutora, eu como a mesma coisa que comia aos 30 anos, mas agora engordo”. E isso é fisiologicamente verdade. Com menos massa muscular, o metabolismo desacelera ainda mais. Além disso, as alterações de humor, a insônia e os fogachos típicos dessa fase podem aumentar a ansiedade e, consequentemente, a busca por conforto na comida.

Por isso, para este público, dietas restritivas são ainda mais perigosas. Elas podem acelerar a perda de massa magra, o que é desastroso para a saúde óssea e metabólica a longo prazo. O tratamento nessa fase exige um “ajuste fino”, com foco em aporte proteico adequado, treino de força e, quando indicado, terapia de reposição hormonal criteriosa, sempre baseada em evidências e segurança cardiovascular.

Por que a obesidade é uma doença crônica (e deve ser tratada como tal)

É fundamental que você entenda: a obesidade é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde e pelas principais sociedades médicas do mundo como uma doença crônica, recidivante e multifatorial. Ela não é uma falha de caráter, nem desleixo.

Tratar uma doença crônica exige acompanhamento contínuo. Ninguém diz a um hipertenso para tomar o remédio da pressão apenas até a pressão normalizar e depois parar. Com a obesidade, o raciocínio deve ser o mesmo. O tratamento visa controlar a doença e suas consequências (como diabetes, esteatose hepática, problemas articulares), e não apenas baixar um número na balança temporariamente.

Quando encaramos o excesso de peso como doença, tiramos o estigma. Entendemos que, muitas vezes, o uso de medicações antiobesidade é necessário para corrigir as vias biológicas que estão desreguladas. E aqui, eu, Dra. Sabryna Lucena, reforço meu compromisso ético: prescrevo apenas medicamentos aprovados pelas agências reguladoras (Anvisa, FDA), comprados em farmácia, com estudos de segurança robustos. Não utilizo, em hipótese alguma, “fórmulas manipuladas” com misturas desconhecidas ou implantes hormonais para fins estéticos, pois a sua saúde é inegociável.

Os três pilares do emagrecimento sustentável

Se a restrição não funciona, o que funciona? A ciência nos mostra que o emagrecimento sustentável se apoia em um tripé. Se um desses pés falhar, a estrutura cai. No meu consultório, baseio todo o tratamento nestes três pilares:

1. Pilar Medicamentoso (O suporte biológico)

Nem todo paciente precisa de medicação, mas muitos se beneficiam imensamente dela. Os medicamentos modernos para obesidade não são “pílulas mágicas” que derretem gordura. Eles atuam em receptores específicos no cérebro e no sistema digestivo para regular o apetite, aumentar a saciedade e diminuir a “fome hedônica” (a vontade de comer por prazer). Isso dá ao paciente o “silêncio mental” necessário para conseguir implementar as mudanças de estilo de vida.

2. Pilar Comportamental (A mudança de hábitos)

A medicação abre a janela de oportunidade, mas é a mudança de comportamento que garante o resultado a longo prazo. Isso envolve higiene do sono (dormir mal engorda!), manejo do estresse, atividade física regular e uma reeducação alimentar que seja flexível e possível de ser mantida pela vida toda. Não se trata de comer pouco, mas de comer melhor, com densidade nutricional.

3. Pilar Emocional (A mente no comando)

Muitas vezes, comemos para preencher vazios que não são do estômago. Ansiedade, tédio, tristeza, comemoração. Identificar os gatilhos emocionais e criar novas rotas de fuga que não sejam a comida é essencial. É aqui que o acompanhamento empático faz toda a diferença. Eu preciso ouvir você, entender sua rotina, suas dores e suas dificuldades. Uma consulta de 15 minutos não é capaz de abraçar essa complexidade.

A importância da equipe multidisciplinar: O Programa Escolha Certa

Reconhecendo que a obesidade é multifatorial, percebi ao longo dos anos que, muitas vezes, o paciente precisa de mais do que apenas a consulta médica. Ele precisa de um ecossistema de apoio. Foi pensando nisso que estruturei, junto com uma equipe de excelência, o Programa Escolha Certa.

Neste programa, você não está sozinha. Além do meu acompanhamento endocrinológico próximo, você conta com:

  • Nutricionista: Para elaborar um plano alimentar prazeroso, sem terrorismo nutricional.
  • Psicóloga: Para trabalhar as questões comportamentais, imagem corporal e relação com a comida.
  • Educadora Física: Para orientar o movimento de forma segura e eficiente para o seu perfil.

Durante quatro meses, caminhamos lado a lado. O objetivo é que, ao final desse período, você não tenha apenas perdido peso, mas tenha ganhado autonomia. Que você tenha aprendido a fazer escolhas certas, não porque alguém mandou, mas porque você entende o seu corpo e se respeita. Esse suporte multidisciplinar aumenta drasticamente as taxas de sucesso e manutenção do peso perdido, comparado ao tratamento isolado.

Bioimpedância: Mais do que apenas o peso na balança

Outro ponto crucial no emagrecimento sustentável é a forma como avaliamos o progresso. A balança tradicional pode ser uma grande inimiga. Ela não distingue o que é gordura, o que é músculo e o que é água.

Por isso, em todas as minhas consultas, utilizo o exame de bioimpedância de alta precisão. Com ele, conseguimos ver a composição corporal detalhada. Muitas vezes, o peso na balança não mudou, mas o paciente perdeu 2kg de gordura e ganhou 2kg de músculo. Isso é um resultado excelente! Significa que o metabolismo está ficando mais eficiente. Sem essa ferramenta, o paciente poderia desanimar e abandonar o tratamento, achando que “não está funcionando”. A tecnologia, aliada à clínica, nos dá a segurança para seguir no caminho certo.

O papel do suporte contínuo

A medicina que eu acredito e pratico é uma medicina de parceria. Eu não sou a detentora do saber que apenas dita regras; eu sou a guia que mostra o caminho, mas quem caminha é você. E nessa caminhada, surgem dúvidas. Surgem imprevistos. Surge aquela festa no fim de semana ou aquela viagem de trabalho.

Por isso, prezo pela alta disponibilidade. Meus pacientes têm suporte contínuo, inclusive via WhatsApp, para tirar dúvidas pontuais e receber orientações. Não quero que você espere 30 dias até a próxima consulta para resolver uma dificuldade que apareceu hoje. Esse contato próximo gera confiança, adesão e, consequentemente, resultados mais sólidos.

Para aqueles que buscam manutenção de longo prazo e um cuidado preventivo constante, ofereço também o Programa Fidelidade, focado em pacientes que já atingiram seus objetivos iniciais mas entendem que a saúde é um projeto vitalício.

Perguntas Frequentes sobre Emagrecimento Sustentável

1. É possível emagrecer sem remédios?
Sim, é possível, especialmente em casos de sobrepeso leve ou quando a questão é puramente comportamental. No entanto, em casos de obesidade grau I, II ou III, onde já existem adaptações biológicas importantes, a medicação é frequentemente a ferramenta necessária para tornar a mudança de estilo de vida possível e sustentável. A decisão é sempre individualizada.

2. O efeito sanfona tem cura?
O “efeito sanfona” pode ser interrompido. A chave é parar de fazer dietas com data para acabar e começar um tratamento de obesidade focado em longo prazo. Ao estabilizar o peso por um período prolongado e recuperar a saúde metabólica, o corpo tende a defender menos o peso anterior, embora a vigilância deva ser constante.

3. A menopausa impede o emagrecimento?
Não impede, mas dificulta. O metabolismo fica mais lento e a distribuição de gordura muda. Porém, com as estratégias certas de alimentação, treino de força e ajuste hormonal (quando indicado), é perfeitamente possível emagrecer e ter excelente qualidade de vida após os 40 ou 50 anos.

4. Por que a Dra. Sabryna não prescreve “fórmulas” manipuladas para emagrecer?
Minha prática é 100% pautada na ética e na segurança do paciente. Fórmulas manipuladas que misturam diuréticos, antidepressivos, calmantes e hormônios (frequentemente proibidos) trazem riscos gravíssimos à saúde, incluindo arritmias e distúrbios psiquiátricos. Prescrevo apenas o que tem comprovação científica (FDA/Anvisa) e pode ser adquirido em qualquer farmácia, com bula e procedência garantida.

5. Quanto tempo dura o Programa Escolha Certa?
O ciclo inicial do programa tem duração de 4 meses, tempo ideal para consolidar novos hábitos e observar mudanças metabólicas significativas. Após esse período, avaliamos a necessidade de renovação ou transição para um acompanhamento de manutenção.

Por que confiar neste conteúdo?

  • Este artigo foi redigido com base nas diretrizes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO).
  • O conteúdo reflete a prática clínica e a expertise da Dra. Sabryna Lucena (CRM-DF 20912 | RQE 12481), especialista em Endocrinologia e Metabologia, com pós-graduação em Nutrologia pela ABRAN.
  • As informações aqui apresentadas têm caráter educativo e seguem os princípios da medicina baseada em evidências, rejeitando terapias sem comprovação científica.

Conclusão

Emagrecer de forma sustentável não é sobre sofrimento, fome ou culpa. É sobre autoconhecimento, ciência e estratégias inteligentes. É sobre entender que o seu corpo quer sobreviver e que precisamos “negociar” com ele, não “guerrear”.

Se você está cansada de promessas milagrosas e busca um tratamento sério, ético e que olhe para você como um todo — considerando seus hormônios, suas emoções e sua rotina —, eu estou à disposição para ajudar. Seja para um “ajuste fino” metabólico, para o tratamento da obesidade ou para atravessar a menopausa com vitalidade, saiba que existe um caminho seguro.

Convido você a conhecer meu consultório em Brasília ou saber mais sobre o Programa Escolha Certa. Vamos, juntas, construir a sua melhor versão, com saúde e leveza.

Dra. Sabryna Lucena

Especialista em tratamento dos distúrbios de tireoide, diabetes, obesidade, adrenais, hipófise, colesterol, vitaminas e osso.

Localização:

SGAS 915 Centro Clínico Advance 1, Sala 340

Horário de atendimento:

Segunda à sexta: 8h às 17h30.

© 2026 Todos os direitos reservados à Dra. Sabryna Lucena.

Política de privacidade