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Dra. Sabryna Lucena Endocrinologista; endocrinologista em Brasília; Programa Escolha Certa; tratamento para obesidade baseado em evidências; emagrecimento saudável com acompanhamento; tratamento para menopausa e climatério; ajuste hormonal mulheres 40+; endocrinologista para tratamento de tireóide; reversão de gordura no fígado (esteatose); controle de pré-diabetes e colesterol; síndrome dos ovários policísticos - SOP; médica especialista em metabolismo; bioimpedância consulta Brasília; tratamento ético para perda de peso; equipe multidisciplinar para emagrecimento; acompanhamento médico para obesidade crônica;

Reganho de Peso: Estratégias Emocionais para Vencer o Ciclo Crônico

Você já emagreceu com muito esforço, comemorou a conquista e, alguns meses depois, viu os números da balança subirem novamente? Esse movimento de ir e voltar, conhecido como reganho de peso, é uma das maiores fontes de frustração das pessoas que buscam cuidar da saúde. E preciso dizer, logo de início, algo que costumo repetir no consultório: isso não acontece por falta de força de vontade ou por preguiça. O reganho de peso crônico tem raízes profundas, que envolvem biologia, comportamento e, principalmente, emoções.

Ao longo da minha trajetória como médica, primeiro na base do pronto-socorro e depois na endocrinologia de alta complexidade, percebi que a maioria dos tratamentos falha no longo prazo porque foca apenas no prato e no exercício, ignorando o que acontece na mente e na rotina de cada pessoa. Neste artigo, quero mostrar como as estratégias emocionais e comportamentais são tão importantes quanto qualquer medicamento e por que o acompanhamento contínuo faz toda a diferença para quem deseja manter o peso conquistado.

Por que o reganho de peso acontece com tanta frequência?

O primeiro passo para vencer o reganho de peso é compreender que a obesidade é uma doença crônica, e não um problema estético ou uma questão de disciplina. Quando emagrecemos, o corpo interpreta a perda de peso como uma ameaça e ativa mecanismos de defesa. Há redução do gasto energético, aumento de hormônios que estimulam a fome, como a grelina, e diminuição daqueles que promovem saciedade, como a leptina.

Segundo a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO), esse processo de adaptação metabólica pode persistir por meses ou até anos após a perda de peso. Em outras palavras, seu corpo trabalha ativamente para recuperar os quilos perdidos. Por isso, tratar a obesidade com soluções rápidas e pontuais quase sempre resulta no famoso efeito sanfona.

Compreender essa biologia é libertador. Quando o paciente entende que o reganho não é culpa dele, mas parte da própria doença, deixa de se punir e passa a buscar estratégias mais consistentes. É esse o ponto de partida do trabalho que faço no consultório.

Qual o papel das emoções no ganho e no reganho de peso?

Talvez esta seja a pergunta que mais escuto em minha rotina. A resposta é direta: as emoções têm um papel central, muitas vezes maior do que imaginamos. A relação entre estresse, ansiedade, tristeza e comportamento alimentar é bem documentada na literatura científica.

Quando estamos sob estresse crônico, o organismo libera mais cortisol, hormônio que estimula o apetite, especialmente por alimentos ricos em açúcar e gordura. Além disso, muitas pessoas usam a comida como forma de regular emoções difíceis. Comer traz um alívio momentâneo para a ansiedade ou o cansaço, mas esse padrão, quando repetido, sabota qualquer plano alimentar bem estruturado.

Chamamos isso de fome emocional. Diferente da fome física, que surge gradualmente e é saciada com qualquer alimento, a fome emocional aparece de repente, geralmente vem acompanhada de um desejo específico e não desaparece mesmo depois de comer. Reconhecer essa diferença é uma das primeiras estratégias comportamentais que trabalho com meus pacientes.

Estratégias emocionais que realmente ajudam

Não existe fórmula mágica, mas existem caminhos com base científica que ajudam a lidar com o componente emocional do peso. Compartilho algumas abordagens que costumo orientar:

  • Identificar gatilhos: observar em quais momentos a vontade de comer aparece sem fome física real. Anotar essas situações ajuda a enxergar padrões, como comer diante do computador durante o trabalho ou após discussões.
  • Criar pausas conscientes: antes de comer por impulso, respirar fundo e se perguntar se aquilo é fome ou emoção. Esses poucos segundos já mudam a resposta automática.
  • Buscar outras formas de alívio: caminhar, conversar com alguém, ouvir música ou simplesmente descansar podem substituir o hábito de recorrer à comida.
  • Acolher, e não punir: um deslize não anula todo o processo. A autocrítica excessiva alimenta o ciclo de frustração e reganho.

É importante destacar que, em muitos casos, o apoio psicológico é fundamental. Por isso, no meu consultório o cuidado emocional não é tratado como algo secundário, mas como um dos pilares centrais do tratamento.

Como o comportamento e a rotina influenciam a manutenção do peso?

Se as emoções são o combustível, os hábitos são o caminho por onde tudo transita. O comportamento diário determina, em grande parte, se conseguimos manter ou não o peso conquistado. E aqui entra uma verdade que costumo dividir com meus pacientes: o segredo não está em grandes mudanças pontuais, mas em pequenos ajustes sustentáveis ao longo do tempo.

Muitas pessoas conseguem seguir uma dieta muito restritiva por algumas semanas, mas essa rigidez não se sustenta na vida real. Quando a restrição é excessiva, o corpo e a mente respondem com compulsão, e o reganho vem logo em seguida. Por isso, prefiro construir com cada paciente uma rotina possível, que respeite sua realidade, seus horários e suas preferências.

Pilares comportamentais para evitar o efeito sanfona

Ao longo dos anos, observei que alguns comportamentos são decisivos para a manutenção do peso a longo prazo:

  • Regularidade nas refeições: pular refeições costuma aumentar a fome e favorecer escolhas impulsivas depois.
  • Sono de qualidade: a privação de sono altera os hormônios da fome e da saciedade. Dormir mal engorda, e isso tem respaldo científico.
  • Movimento consistente: não se trata de treinos exaustivos, mas de manter o corpo ativo de forma regular, algo que também protege a massa muscular.
  • Ambiente favorável: organizar a casa e a geladeira de forma que as escolhas saudáveis sejam mais fáceis do que as impulsivas.
  • Metas realistas: celebrar pequenos avanços mantém a motivação viva, enquanto metas inalcançáveis geram desânimo.

Perceba que nenhuma dessas estratégias envolve sofrimento extremo ou proibições absolutas. A ciência mostra, de forma consistente, que a sustentabilidade vence a rigidez. Quem constrói hábitos possíveis mantém os resultados por muito mais tempo.

O tratamento medicamentoso substitui as mudanças de comportamento?

Essa é uma dúvida cada vez mais comum, especialmente com a popularização de medicamentos modernos para o controle do peso. Minha resposta é clara: os medicamentos são ferramentas valiosas, mas não substituem as mudanças emocionais e comportamentais.

Como endocrinologista e com formação em nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), utilizo apenas medicamentos aprovados pelos órgãos reguladores e respaldados por evidências científicas. Não trabalho com fórmulas manipuladas milagrosas, hormônios sem indicação ou promessas de perda rápida de peso. Faço questão de dizer que não mantenho nenhuma parceria comercial com farmácias ou laboratórios, justamente para que cada prescrição seja pautada exclusivamente na ética e no que é melhor para o paciente.

Quando bem indicados, os medicamentos ajudam a regular a fome, a saciedade e o metabolismo, o que facilita a adesão às mudanças de estilo de vida. No entanto, se a pessoa não trabalhar os aspectos emocionais e comportamentais, o reganho tende a voltar assim que o tratamento for interrompido. Por isso, o medicamento é parte do processo, e nunca a solução isolada.

Por que o acompanhamento contínuo é essencial contra o reganho crônico?

Aqui chegamos ao ponto que considero mais importante deste artigo. A obesidade é uma doença crônica, e doenças crônicas exigem acompanhamento crônico. Assim como não faz sentido tratar pressão alta ou diabetes por apenas alguns meses e depois abandonar, também não faz sentido tratar o peso de forma pontual.

A consulta isolada é apenas a porta de entrada. Ela permite entender o quadro, iniciar um plano e alinhar expectativas. Porém, a verdadeira transformação acontece no acompanhamento ao longo do tempo, quando é possível ajustar estratégias, superar recaídas e comemorar avanços juntos.

Foi pensando exatamente nisso que estruturei meu trabalho em programas de acompanhamento. No Programa Escolha Certa, o paciente não caminha sozinho. Além do meu acompanhamento como médica, ele conta com uma equipe multidisciplinar, que inclui nutricionista, psicóloga e educadora física. Durante quatro meses, atuamos juntos nos três pilares do tratamento: emocional, comportamental e medicamentoso, ajustando o metabolismo e os hábitos de forma sustentável e muito próxima.

Também mantenho o Programa Fidelidade, voltado à continuidade do cuidado a longo prazo, porque sei que a manutenção do peso é uma etapa que merece tanta atenção quanto a perda inicial. Além disso, ofereço suporte contínuo aos meus pacientes, inclusive por meio de canais de comunicação para dúvidas do dia a dia, porque acredito que o cuidado não termina quando a consulta acaba.

Como funciona a avaliação inicial no consultório?

Muitas pessoas me procuram já cansadas de tentativas frustradas e com receio de ouvir novamente as mesmas orientações genéricas. Por isso, minhas consultas duram aproximadamente uma hora. Esse tempo é essencial para uma escuta atenta, que compreenda não apenas o histórico clínico, mas também a rotina, as emoções e os desafios reais de cada pessoa.

Utilizo o exame de bioimpedância como parte da avaliação, o que permite entender a composição corporal de forma mais precisa, avaliando massa muscular e gordura, e não apenas o número da balança. Essa análise ajuda a definir metas mais inteligentes e a acompanhar a evolução de maneira concreta.

Além do peso, investigo consequências metabólicas frequentemente associadas ao excesso de peso, como a gordura no fígado, também chamada de esteatose, o pré-diabetes e as alterações de colesterol. Muitas dessas condições podem ser revertidas ou controladas com o tratamento adequado, o que reforça o quanto o cuidado vai muito além da estética.

Reganho de peso na menopausa: por que fica mais difícil?

Para as mulheres acima dos 40 anos, o desafio do peso ganha contornos ainda mais específicos. Durante o climatério e a menopausa, a queda dos níveis de estrogênio favorece o acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal, e a perda de massa muscular. Some-se a isso as alterações no sono, no humor e nos níveis de energia, e fica claro por que essa fase exige um cuidado especializado.

Nessa etapa da vida, o ajuste hormonal e metabólico precisa ser individualizado e conduzido com responsabilidade. Não se trata de reposição indiscriminada nem de promessas de rejuvenescimento, mas de avaliar caso a caso, com base em evidências, o que realmente pode melhorar a qualidade de vida da paciente. Acompanho muitas mulheres nessa transição, e vejo o quanto o cuidado integral transforma não apenas o peso, mas o bem-estar como um todo.

Por que confiar neste conteúdo?

Este artigo foi redigido com base nas diretrizes das principais instituições científicas da área e revisado à luz da minha experiência clínica, garantindo que as informações sigam as evidências mais recentes e os princípios da ética médica. As referências que fundamentam este conteúdo incluem:

  • Diretrizes da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO), que reconhecem a obesidade como doença crônica e destacam a importância do acompanhamento contínuo.
  • Orientações da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) sobre o tratamento seguro e baseado em evidências dos distúrbios metabólicos e hormonais.
  • Recomendações da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), que embasam a abordagem integral entre alimentação, comportamento e saúde metabólica.
  • A expertise de mim, Dra. Sabryna Lucena (CRM-DF 20912, RQE 12481), endocrinologista com título de especialista e formação em nutrologia, com vivência desde o pronto-socorro até a endocrinologia de alta complexidade.

Perguntas frequentes sobre reganho de peso

O reganho de peso é culpa do paciente?

Não. O reganho de peso é resultado de mecanismos biológicos, emocionais e comportamentais que fazem parte da própria doença crônica que é a obesidade. Culpar-se apenas alimenta o ciclo de frustração. O caminho é buscar acompanhamento adequado e estratégias sustentáveis.

É possível manter o peso perdido a longo prazo?

Sim, mas isso exige acompanhamento contínuo e trabalho nos três pilares: emocional, comportamental e, quando necessário, medicamentoso. A manutenção é uma etapa do tratamento tão importante quanto a perda de peso inicial.

Os medicamentos para emagrecer resolvem o problema sozinhos?

Não. Quando bem indicados, os medicamentos são ferramentas úteis que facilitam o controle da fome e do metabolismo. Contudo, sem mudanças de hábitos e cuidado emocional, o reganho tende a retornar após a interrupção do tratamento.

Quanto tempo leva para ver resultados sustentáveis?

Resultados consistentes surgem gradualmente. No acompanhamento estruturado, trabalhamos em ciclos que permitem ajustar estratégias, o que favorece uma perda de peso saudável e duradoura, sem promessas de resultados rápidos e milagrosos.

A menopausa impede o emagrecimento?

Não impede, mas torna o processo mais desafiador devido às mudanças hormonais. Com avaliação individualizada e acompanhamento especializado, é possível controlar o peso e melhorar a qualidade de vida durante o climatério e a menopausa.

Conclusão: o cuidado que caminha ao seu lado

Vencer o reganho de peso crônico não é uma questão de mais força de vontade, e sim de compreender que corpo, mente e rotina precisam ser cuidados juntos. As estratégias emocionais e comportamentais são a base de qualquer tratamento sustentável, e o acompanhamento contínuo é o que transforma tentativas frustradas em resultados que permanecem.

Eu mostro o caminho, mas quem o percorre é você, com apoio, escuta e uma equipe ao seu lado. Se você busca um cuidado ético, transparente e um acompanhamento de verdade para transformar sua saúde, será um prazer recebê-la. Sou Dra. Sabryna Lucena (CRM-DF 20912, RQE 12481), endocrinologista em Brasília, e convido você a agendar sua avaliação para conhecer de perto o Programa Escolha Certa e dar o próximo passo rumo a uma vida mais saudável e equilibrada.

Dra. Sabryna Lucena

Especialista em tratamento dos distúrbios de tireoide, diabetes, obesidade, adrenais, hipófise, colesterol, vitaminas e osso.

Localização:

SGAS 915 Centro Clínico Advance 1, Sala 340

Horário de atendimento:

Segunda à sexta: 8h às 17h30.

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