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Dra. Sabryna Lucena Endocrinologista; endocrinologista em Brasília; Programa Escolha Certa; tratamento para obesidade baseado em evidências; emagrecimento saudável com acompanhamento; tratamento para menopausa e climatério; ajuste hormonal mulheres 40+; endocrinologista para tratamento de tireóide; reversão de gordura no fígado (esteatose); controle de pré-diabetes e colesterol; síndrome dos ovários policísticos - SOP; médica especialista em metabolismo; bioimpedância consulta Brasília; tratamento ético para perda de peso; equipe multidisciplinar para emagrecimento; acompanhamento médico para obesidade crônica;obesidade como doença crônica

Obesidade como Doença Crônica: Por que Não é Falta de Força de Vontade

Se você já tentou emagrecer inúmeras vezes, conseguiu por um período e depois viu os números da balança voltarem a subir, eu preciso lhe dizer algo logo no início: o problema não é a sua força de vontade. A obesidade como doença crônica é reconhecida pela medicina há décadas, e entender isso muda completamente a forma como encaramos o tratamento. Você já percebeu que a dificuldade em perder peso muitas vezes não está apenas no prato, mas na rotina, no estresse, na ansiedade e até na forma como o seu corpo regula o apetite? Milhares de pessoas se frustram porque tentam resolver um problema biológico complexo com soluções rápidas e culpa excessiva.

Como endocrinologista em Brasília, recebo quase todos os dias pacientes que chegam ao consultório carregando um peso que vai muito além dos quilos: carregam a culpa de acreditar que fracassaram. Neste artigo, quero mostrar por que os médicos tratam a obesidade como uma doença e não como um defeito de caráter. Meu objetivo é tirar esse fardo dos seus ombros e abrir espaço para um cuidado que realmente funciona.

O que significa dizer que a obesidade é uma doença crônica?

Quando afirmamos que a obesidade é uma doença crônica, estamos dizendo que ela possui características próprias de qualquer outra condição médica de longa duração, como a hipertensão ou o diabetes. A Organização Mundial da Saúde e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) classificam a obesidade exatamente dessa forma há bastante tempo.

Uma doença crônica tem algumas marcas registradas: ela se desenvolve ao longo do tempo, tende a persistir, pode apresentar recaídas e exige acompanhamento contínuo. Ninguém diz a um paciente hipertenso que ele tem pressão alta por preguiça. Da mesma forma, não é justo nem científico atribuir a obesidade simplesmente a uma suposta falta de disciplina.

O acúmulo excessivo de gordura corporal interfere no funcionamento de diversos órgãos e sistemas. Ele altera a produção de hormônios, modifica o metabolismo e aumenta o risco de outras condições, como pré-diabetes, colesterol alto e gordura no fígado. Por isso, tratar a obesidade significa cuidar da saúde como um todo, e não apenas buscar um número mais baixo na balança.

Por que algumas pessoas engordam com mais facilidade do que outras?

Essa é uma das perguntas que mais escuto no consultório, e a resposta envolve vários fatores que estão completamente fora do controle consciente de quem sofre com o excesso de peso. A obesidade é uma condição multifatorial, ou seja, resulta da combinação de diversos elementos que atuam ao mesmo tempo.

Entre os principais fatores, destaco:

  • Genética: estudos demonstram que a predisposição genética influencia de forma significativa a tendência ao ganho de peso e a maneira como o corpo armazena gordura.
  • Regulação hormonal do apetite: hormônios como a leptina e a grelina controlam a fome e a saciedade. Em muitas pessoas com obesidade, esse sistema funciona de maneira desregulada, dificultando a sensação de saciedade.
  • Ambiente e rotina: o acesso facilitado a alimentos ultraprocessados, as longas jornadas de trabalho e a falta de tempo para o preparo de refeições saudáveis criam um cenário que favorece o ganho de peso.
  • Fatores emocionais: ansiedade, estresse crônico e privação de sono alteram a química cerebral e aumentam a vontade de comer, especialmente alimentos calóricos.

Quando o paciente entende que existe uma biologia complexa por trás da dificuldade de emagrecer, a culpa começa a dar lugar à compreensão. E é a partir dessa compreensão que construímos um tratamento mais eficaz e humano.

Por que a força de vontade não é suficiente para vencer a obesidade?

A ideia de que basta “comer menos e se mexer mais” é uma simplificação que ignora a ciência. O nosso corpo possui mecanismos poderosos de defesa que foram moldados ao longo de milhares de anos de evolução para evitar a perda de peso, pois o organismo interpreta o emagrecimento como uma ameaça à sobrevivência.

Quando uma pessoa reduz drasticamente a alimentação por conta própria, o corpo reage: o metabolismo desacelera, os hormônios da fome aumentam e a sensação de saciedade diminui. Esse fenômeno explica por que tantas pessoas conseguem perder peso em dietas restritivas, mas voltam a engordar pouco tempo depois. Não se trata de fraqueza, e sim de uma resposta fisiológica previsível.

É por isso que eu costumo dizer aos meus pacientes que a força de vontade é importante, mas não é o único ingrediente. Ela precisa estar acompanhada de estratégias médicas adequadas, mudança de hábitos construída de forma gradual e, quando necessário, tratamento medicamentoso baseado em evidências. Cobrar de alguém que vença, sozinho e apenas pela disciplina, um mecanismo biológico tão forte é injusto e ineficaz.

Quais são os riscos de tratar a obesidade apenas com dietas rápidas?

As chamadas dietas milagrosas, os jejuns extremos sem orientação e as fórmulas secretas prometem resultados rápidos, mas trazem consequências que podem comprometer a saúde a longo prazo. Como médica com formação em nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), vejo frequentemente os prejuízos dessas abordagens.

Entre os principais riscos, posso citar:

  • Efeito sanfona: a perda e o reganho sucessivos de peso prejudicam o metabolismo e dificultam cada nova tentativa de emagrecer.
  • Perda de massa muscular: dietas muito restritivas levam à perda de músculo, e não apenas de gordura, o que reduz o gasto energético do corpo.
  • Deficiências nutricionais: cortes radicais de grupos alimentares causam carências de vitaminas e minerais essenciais.
  • Impacto emocional: o ciclo de frustração alimenta sentimentos de culpa e pode agravar quadros de ansiedade e compulsão alimentar.

Tratar a obesidade com responsabilidade significa abandonar a lógica do imediatismo. O emagrecimento saudável com acompanhamento é construído com paciência, respeito ao funcionamento do corpo e foco na sustentabilidade dos resultados.

Como funciona um tratamento ético e baseado em evidências?

No meu consultório, o tratamento da obesidade se apoia em três pilares que considero indissociáveis: o comportamental, o emocional e o medicamentoso. Essa visão integral permite cuidar da pessoa por inteiro, e não apenas de um sintoma isolado.

O pilar comportamental envolve a construção de novos hábitos de forma gradual e realista, respeitando a rotina e as preferências de cada paciente. Não acredito em regras impossíveis de serem mantidas. Acredito em mudanças que caibam na sua vida.

O pilar emocional reconhece que a relação com a comida está profundamente ligada às emoções. Ansiedade, estresse e episódios de compulsão precisam ser acolhidos e tratados, muitas vezes com o apoio de uma psicóloga. Ignorar esse aspecto é deixar de lado uma das principais causas do ganho de peso.

O pilar medicamentoso, quando indicado, utiliza apenas medicamentos aprovados pelos órgãos reguladores e respaldados pela ciência. Faço questão de deixar claro: não trabalho com fórmulas manipuladas sem comprovação, nem com qualquer tipo de parceria comercial com farmácias ou laboratórios. Minhas prescrições são pautadas exclusivamente na ética e na segurança do paciente.

Para acompanhar a evolução de forma precisa, utilizo o exame de bioimpedância, que permite avaliar a composição corporal e diferenciar a perda de gordura da perda de massa muscular. Esse acompanhamento detalhado torna o tratamento muito mais seguro e direcionado.

Por que o acompanhamento contínuo faz toda a diferença?

Assim como um paciente diabético precisa de acompanhamento ao longo da vida, a pessoa com obesidade se beneficia de um cuidado contínuo. A consulta isolada é importante como porta de entrada, mas é o acompanhamento constante que garante a manutenção dos resultados e a prevenção do reganho de peso.

Foi pensando nisso que desenvolvi o Programa Escolha Certa, um acompanhamento multidisciplinar que reúne, além de mim, nutricionista, psicóloga e educadora física. Durante quatro meses, caminhamos ao seu lado de forma próxima, ajustando o metabolismo, os hábitos e o emocional de maneira sustentável. A mudança de estilo de vida se torna muito mais consistente quando o paciente conta com uma equipe dedicada a apoiá-lo em cada etapa.

Além disso, valorizo muito a disponibilidade. Meus pacientes contam com suporte contínuo via aplicativo de mensagens para dúvidas que surgem no dia a dia, porque sei que o processo de transformação acontece fora do consultório, nas escolhas cotidianas. Eu mostro o caminho, mas é o paciente quem o percorre, e faço questão de estar presente ao longo dessa jornada.

A obesidade pode ser revertida ou controlada?

Essa é uma dúvida legítima e importante. Por ser uma doença crônica, a obesidade exige controle contínuo, assim como outras condições de longa duração. Isso não significa que não haja boas notícias, muito pelo contrário.

Com um tratamento adequado, é possível alcançar uma perda de peso significativa e, mais importante ainda, melhorar de forma expressiva os marcadores de saúde. Muitos pacientes conseguem reverter a gordura no fígado, controlar a pré-diabetes e normalizar o colesterol. A redução de peso, mesmo que moderada, já traz benefícios enormes para o coração, as articulações e a qualidade de vida.

O segredo está em entender que o objetivo não é apenas estético, mas de saúde. E que esse cuidado precisa ser mantido ao longo do tempo. Tratar a obesidade como doença crônica significa justamente adotar essa perspectiva de longo prazo, sem a pressão irreal de resultados instantâneos.

E as mulheres acima dos 40 anos, como ficam nesse contexto?

Dedico uma atenção especial às mulheres que estão entrando ou vivendo o período da menopausa e do climatério. Nessa fase, as alterações hormonais influenciam diretamente o metabolismo, favorecem o acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal, e tornam o emagrecimento mais desafiador.

Muitas pacientes relatam que faziam tudo igual e, de repente, começaram a ganhar peso. Isso tem uma explicação hormonal concreta. A queda do estrogênio modifica a forma como o corpo armazena gordura e gasta energia. Por isso, o ajuste hormonal para mulheres 40+, quando bem conduzido e individualizado, aliado às mudanças de estilo de vida, faz enorme diferença na saúde e no bem-estar dessa fase da vida.

O cuidado nesse período vai muito além do peso. Envolve a qualidade do sono, a disposição, a saúde dos ossos e a prevenção de doenças metabólicas. É um momento que pede escuta atenta e um olhar integral.

Por que confiar neste conteúdo?

Este artigo foi redigido com base nas diretrizes das principais instituições científicas da área e revisado pela Dra. Sabryna Lucena (CRM-DF 20912 | RQE 12481), garantindo que as informações sigam as evidências mais recentes e os princípios da ética médica. As referências utilizadas incluem:

  • Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), que reconhece e orienta o manejo da obesidade como doença crônica.
  • Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), referência nacional nas condutas em endocrinologia e metabologia.
  • Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), base da formação em nutrologia que fundamenta a abordagem alimentar do tratamento.
  • American Diabetes Association (ADA) e Endocrine Society, referências internacionais em condições metabólicas e hormonais.

Minha trajetória começou na base, no atendimento em pronto-socorro pelo Sistema Único de Saúde, passou pela residência em Clínica Médica e se consolidou na residência em Endocrinologia, com vivência em casos de alta complexidade. Essa formação me permite enxergar o paciente de forma completa, respeitando tanto a ciência quanto a individualidade de cada história.

Perguntas frequentes sobre a obesidade como doença crônica

A obesidade tem cura?

Por ser uma doença crônica, a obesidade é controlada e não propriamente curada. Com acompanhamento adequado, é possível alcançar remissão de complicações, perda de peso significativa e manutenção dos resultados a longo prazo.

Emagrecer rápido é sinal de sucesso no tratamento?

Não necessariamente. A perda de peso muito rápida costuma envolver perda de massa muscular e maior risco de reganho. O emagrecimento saudável e sustentável, mesmo que mais gradual, traz resultados mais consistentes e benéficos à saúde.

Preciso usar medicamentos para tratar a obesidade?

Depende de cada caso. O tratamento medicamentoso é uma ferramenta importante quando indicado, sempre com medicamentos aprovados e baseados em evidências, mas ele se soma às mudanças de hábitos e ao cuidado emocional, nunca os substitui.

Por que ganho peso com mais facilidade após os 40 anos?

As alterações hormonais do climatério e da menopausa, especialmente a queda do estrogênio, modificam o metabolismo e favorecem o acúmulo de gordura. Esse processo tem base biológica e pode ser manejado com acompanhamento adequado.

A genética determina que eu serei obeso para sempre?

A genética influencia a predisposição, mas não determina um destino inevitável. Com estratégias adequadas de estilo de vida e acompanhamento médico, é possível controlar o peso e proteger a saúde, mesmo diante de uma predisposição genética.

Conclusão: o primeiro passo é abandonar a culpa

Reconhecer a obesidade como uma doença crônica, e não como falta de vontade, é o passo mais libertador que você pode dar. Essa compreensão retira o peso da culpa e abre espaço para um tratamento que respeita a ciência, o seu corpo e a sua história. Você não falhou. Você apenas tentou vencer, sozinho, uma condição que exige cuidado médico, estratégia e apoio.

Se você busca um cuidado ético, transparente e um acompanhamento de verdade para transformar a sua saúde, estou à disposição para caminhar ao seu lado. Agende a sua avaliação comigo, Dra. Sabryna Lucena (CRM-DF 20912 | RQE 12481), e conheça o Programa Escolha Certa, construído para oferecer o suporte multidisciplinar que você merece. Cuidar de si mesmo é uma escolha, e eu faço questão de estar presente em cada etapa dessa jornada.

Dra. Sabryna Lucena

Especialista em tratamento dos distúrbios de tireoide, diabetes, obesidade, adrenais, hipófise, colesterol, vitaminas e osso.

Localização:

SGAS 915 Centro Clínico Advance 1, Sala 340

Horário de atendimento:

Segunda à sexta: 8h às 17h30.

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