Você já começou uma dieta cheia de esperança na segunda-feira e, poucas semanas depois, percebeu que voltou exatamente para o ponto de partida? Essa é uma das queixas que mais escuto no consultório. A frustração de tentar mudar de vida contando calorias, cortando alimentos e se cobrando duramente, mas sem conseguir manter os resultados, é real e afeta milhares de pessoas. E o motivo é mais simples do que parece: a dieta sozinha não muda hábitos. É justamente por isso que criei o Programa Escolha Certa, uma abordagem que enxerga o paciente por inteiro, não apenas o número no prato ou na balança.
Sou a Dra. Sabryna Lucena, endocrinologista com foco em nutrologia, e ao longo dos anos aprendi que perder peso e conquistar saúde de verdade exige muito mais do que força de vontade. Exige entender o que acontece no corpo, na rotina e nas emoções. Neste artigo, quero explicar de forma clara o que realmente é preciso para transformar seus hábitos de maneira duradoura e por que o acompanhamento contínuo faz toda a diferença.
Por que a dieta sozinha não resolve o problema do peso?
Durante muito tempo, acreditou-se que emagrecer era uma questão de matemática simples: gastar mais do que se consome. Embora o balanço energético seja importante, a ciência já demonstrou que o ganho de peso e a obesidade são condições multifatoriais. Isso significa que fatores hormonais, genéticos, emocionais, comportamentais e até o ambiente em que vivemos influenciam diretamente o resultado.
Quando alguém segue apenas uma dieta restritiva, geralmente ignora todas essas outras camadas. O corpo, então, entende a restrição como uma ameaça e ativa mecanismos de defesa, reduzindo o gasto energético e aumentando a fome. Além disso, a rotina estressante, as noites mal dormidas e a ansiedade continuam intactas. O resultado é o famoso efeito sanfona, que não é sinal de fraqueza pessoal, mas de uma estratégia incompleta.
A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO) reconhece a obesidade como uma doença crônica. E doenças crônicas não se resolvem com soluções pontuais. Elas exigem acompanhamento, ajustes e cuidado ao longo do tempo, assim como acontece com a hipertensão ou o diabetes.
O que realmente é preciso para mudar hábitos de forma duradoura?
Mudar hábitos é um processo, não um evento. No meu consultório, trabalho com três pilares que se sustentam mutuamente. Nenhum deles funciona bem isolado, mas, quando integrados, criam uma base sólida para a transformação.
O pilar comportamental
Nossos hábitos são construídos por repetição. Comer rápido demais, beliscar durante o trabalho, associar a comida ao descanso ou à recompensa são padrões que aprendemos ao longo da vida. Mudar exige consciência e substituição gradual desses comportamentos por outros mais saudáveis.
Não adianta simplesmente proibir. É preciso entender por que aquele hábito existe e o que ele representa. Por isso, oriento meus pacientes a observarem sua rotina, identificarem gatilhos e construírem, passo a passo, uma nova relação com a comida e com o movimento. Pequenas mudanças sustentáveis valem mais do que grandes mudanças impossíveis de manter.
O pilar emocional
Muita gente se surpreende quando digo que o emocional é uma parte central do tratamento. A verdade é que boa parte da dificuldade em perder peso não está no prato, e sim na forma como lidamos com o estresse, a ansiedade e a frustração. A comida se torna, para muitos, uma válvula de escape.
Ignorar esse aspecto é um erro comum. Por isso, valorizo o apoio psicológico dentro do processo. Quando o paciente entende suas emoções e aprende a lidar com elas sem recorrer automaticamente à comida, o resultado se torna muito mais consistente. Cuidar da mente é cuidar do metabolismo.
O pilar medicamentoso
O terceiro pilar é o tratamento médico propriamente dito. Aqui, faço questão de ser transparente: uso apenas medicamentos aprovados, seguros e validados pela ciência, quando eles são realmente necessários. Não trabalho com fórmulas mágicas, promessas de emagrecimento rápido ou soluções sem embasamento.
Cada organismo é único. Como endocrinologista, avalio o quadro completo, incluindo exames laboratoriais e a composição corporal por meio da bioimpedância, para decidir se, quando e como utilizar recursos medicamentosos. O medicamento é uma ferramenta de apoio, nunca um substituto para a mudança de estilo de vida.
Como funciona o Programa Escolha Certa?
O Programa Escolha Certa nasceu justamente da percepção de que a consulta isolada, embora importante, é apenas a porta de entrada. A transformação real acontece no acompanhamento, no ajuste fino e na presença de uma equipe que caminha ao lado do paciente.
Trata-se de um programa multidisciplinar, com duração aproximada de quatro meses, no qual o paciente conta não apenas com o meu acompanhamento como endocrinologista, mas também com o suporte de nutricionista, psicóloga e educadora física. Cada profissional atua em uma frente, mas todos trabalham de forma integrada, com o mesmo objetivo.
Nesse período, revisamos hábitos alimentares, trabalhamos a relação emocional com a comida, estruturamos a prática de atividade física de acordo com a realidade de cada pessoa e ajustamos, quando necessário, o tratamento médico. A ideia é que o paciente saia do programa não apenas com resultados na balança, mas com autonomia e ferramentas para manter a saúde a longo prazo.
Acredito profundamente que meu papel é mostrar o caminho, mas quem percorre é o paciente. Por isso, divido a responsabilidade de forma clara e ofereço suporte contínuo. Meus pacientes têm acesso a mim para tirar dúvidas do dia a dia, o que traz segurança e evita que pequenas dificuldades se transformem em grandes recuos.
Esse acompanhamento serve para quem quer emagrecer ou também para outras condições?
Embora grande parte do meu consultório seja composta por pessoas que buscam emagrecimento saudável, o cuidado integral se aplica a diversas situações. Atendo pacientes com sobrepeso e obesidade, mas também com distúrbios hormonais como doenças da tireoide, síndrome dos ovários policísticos (SOP) e alterações metabólicas como gordura no fígado, pré-diabetes e colesterol alto.
Tenho um carinho especial pelo cuidado com mulheres na fase da menopausa e do climatério. É um período de intensas mudanças hormonais que impactam o peso, o humor, o sono e a disposição. Muitas mulheres chegam ao consultório se sentindo perdidas, achando que algo está errado com elas. Na verdade, o que falta muitas vezes é um ajuste hormonal cuidadoso e um acompanhamento que valide o que estão sentindo.
Para essas pacientes, o olhar integral faz toda a diferença. Não se trata apenas de repor hormônios ou prescrever uma dieta, mas de entender a mulher como um todo, respeitando sua história e seu momento de vida.
Por que a ética na prescrição é tão importante?
Vivemos em uma época de excesso de informação e, infelizmente, de muitas promessas irresponsáveis relacionadas a emagrecimento. Vejo com frequência pacientes que já passaram por tratamentos duvidosos, com substâncias sem comprovação, e que chegaram ainda mais frustrados e, muitas vezes, com a saúde prejudicada.
Faço questão de destacar que não possuo qualquer parceria comercial com farmácias ou laboratórios. Minhas prescrições são pautadas exclusivamente em evidências científicas e no melhor interesse do paciente. Essa transparência é um dos pilares da minha prática médica, porque acredito que confiança se constrói com honestidade.
Minha formação em Clínica Médica, a residência em Endocrinologia e a pós-graduação em Nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) me deram uma base sólida para enxergar o paciente de forma completa. A vivência em alta complexidade, com casos graves e pacientes diabéticos complexos, me ensinou que cada decisão precisa ser cuidadosa e responsável.
Quanto tempo leva para ver resultados sustentáveis?
Essa é uma das perguntas mais comuns, e minha resposta é sempre honesta: resultados sustentáveis não acontecem da noite para o dia. A obesidade e os distúrbios metabólicos se desenvolvem ao longo de anos, e seu tratamento também demanda tempo e consistência.
O que posso garantir é que, com acompanhamento adequado, as mudanças começam a aparecer de forma gradual e, o mais importante, tendem a se manter. A composição corporal melhora, os exames se ajustam, a disposição aumenta e a relação com a comida se torna mais leve. Prefiro pacientes que percam peso de forma consistente e o mantenham do que resultados rápidos que se perdem em poucas semanas.
Por isso, valorizo o vínculo de longo prazo. Após o período inicial de acompanhamento mais intensivo, o paciente pode seguir com um acompanhamento de manutenção, garantindo que os hábitos conquistados se consolidem de vez.
Por que confiar neste conteúdo?
Este artigo foi redigido com base nas diretrizes das principais instituições científicas e revisado pela Dra. Sabryna Lucena (CRM-DF 20912 | RQE 12481), garantindo que as informações sigam as evidências mais recentes e os princípios da ética médica. As bases utilizadas incluem:
- Diretrizes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) sobre distúrbios hormonais e metabólicos.
- Recomendações da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO), que reconhece a obesidade como doença crônica.
- Orientações da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), base da minha formação complementar.
- A experiência clínica da Dra. Sabryna Lucena, endocrinologista com atuação desde pronto-socorro até casos de alta complexidade, hoje dedicada ao atendimento humanizado em Brasília.
Perguntas frequentes sobre mudança de hábitos e acompanhamento
Preciso estar acima do peso para procurar acompanhamento?
Não. O acompanhamento endocrinológico é útil para quem deseja emagrecer, mas também para quem busca controlar distúrbios hormonais, melhorar a qualidade de vida na menopausa ou simplesmente realizar um ajuste fino metabólico com segurança.
O Programa Escolha Certa substitui a força de vontade?
Não substitui, mas potencializa. O programa oferece estrutura, orientação e apoio para que o esforço do paciente seja direcionado de forma eficiente. Eu mostro o caminho e ofereço as ferramentas; o paciente percorre a jornada com suporte constante.
Todos os pacientes precisam de medicamento?
Não. O uso de medicamentos é individualizado e só ocorre quando há real indicação e benefício comprovado. Muitos pacientes obtêm excelentes resultados com ajustes comportamentais, emocionais e nutricionais.
É possível ter suporte fora das consultas?
Sim. Valorizo muito a disponibilidade e ofereço suporte para dúvidas do dia a dia, o que traz segurança ao paciente e ajuda a manter a consistência ao longo do tratamento.
Conclusão: dê o primeiro passo com quem caminha ao seu lado
Mudar hábitos vai muito além de seguir uma dieta. Envolve compreender o corpo, respeitar as emoções, transformar comportamentos e contar com o suporte de uma equipe ética e comprometida com o seu bem-estar. É exatamente isso que proponho no Programa Escolha Certa: um acompanhamento próximo, humano e baseado em ciência.
Se você está cansado das soluções rápidas que não funcionam e deseja um cuidado transparente e de verdade para transformar sua saúde de forma sustentável, será um prazer caminhar ao seu lado. Agende sua avaliação comigo, Dra. Sabryna Lucena (CRM-DF 20912 | RQE 12481), e descubra como fazer a escolha certa para o seu futuro.